quinta-feira, 17 de março de 2016

Moro, o herói meticuloso. Dilma, a vilã destrambelhada



Painel da Folha informa e eu vou comentando de novo:

“A aparição de Dilma nos grampos surpreendeu até investigadores mais experientes: ‘Presidente da República não liga para tratar de assunto delicado. Manda emissário’, disse um deles após ouvir conversas entre a petista e Lula.”

Mas o desespero era tanto para salvar Lula da cadeia e Dilma é tão destrambelhada que… O Brasil agradece.

“Aos olhos da Lava Jato, Sergio Moro foi meticuloso: se esperasse até amanhã, após Lula ter tomado posse, não poderia tornar público os grampos telefônicos e as evidências reunidas até agora.”

Moro fez o que, diante das circunstâncias, tinha de ser feito. E o Brasil agradece.

Repito:



“E, depois de um dia apocalíptico, um general da Lava Jato sentencia: ‘E isso é só a cereja do Dry Martini’.”

Eu gosto assim. Com farra.

“O enfrentamento a Moro, postura adotada por petistas após a divulgação dos grampos, deixou parte do governo preocupada. ‘Ele é o herói. Vamos assumir o papel de vilões?’, questiona um auxiliar.”

Siiiiiiiiiiiiim! O destrambelhamento não pode parar.

“Assessores de Dilma avistavam a multidão que cercava o Palácio do Planalto e não sabiam como reagir. Perguntavam-se como fariam a posse de Lula.”

Posse de quê? De algemas?

“Mais tarde, a cúpula do governo começou a repetir que ‘iria pra cima’. Militantes foram convocados para a ir à Praça dos Três Poderes na manhã seguinte. Oposicionistas também são esperados.”

É o PT estimulando o confronto.

“Peemedebistas tentavam acelerar o esforço de colher assinaturas para antecipar a reunião do diretório nacional. Querem romper com o governo o quanto antes. Os governistas da sigla ainda pediam calma, mas se diziam ‘desnorteados’.”

É simples, senhores: o norte é o impeachment.

Dilma não tem condições de governar o Brasil.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

Janot: "Dilma não está imune"

Rodrigo Janot, nesta quinta-feira, respondeu a Lula e Dilma Rousseff.

Conversando com dois repórteres, ele disse, segundo o relato de Jamil Chade, do Estadão:

"Nosso trabalho é republicano. Não há pessoa fora de investigação".

Questionado se o fato de Dilma Rousseff ser presidente impediria um inquérito, ele respondeu:

"De jeito nenhum, de jeito nenhum. Ninguém está imune, ninguém ".

Quanto a Lula, que num de seus grampos cobrou sua "gratidão" por ter sido nomeado Procurador-Geral, Rodrigo Janot disse:

"Os cargos públicos não são dados de presente. Eu sou muito grato a minha família. Fiz concurso. Estudei para caramba. Tenho 32 anos de carreira".

O Antagonista

Fundamentos liberais para resistir a um tirano Por Fernando Fernandes

No dia de hoje, com a nomeação de Lula ministro do governo Dilma, me recordei da íntima relação entre o pensamento liberal, o instituto escolástico do tiranicídio e o moderno direito de resistência.
Parece que exibir o tirano derrotado e reduzido a nada, espoliado em seu anterior poderio, curvado por forças superiores às suas e enfim derrotado e morto, faz o contraste com o período anterior, quando seu poder e sua força representavam um perigo e uma ameaça para a população. Foi assim com Mussolini, pendurado de cabeça para baixo na praça central de Milão, amarrado pelos pés como aves caçadas que esperam para ser depenadas e cozidas; Nicolau Ceaucescu, o cruel ditador romeno, cujo rosto sem vida povoou as primeiras páginas dos jornais comprovando a vitória das forças adversárias e o desmoronamento do regime comunista na Europa Oriental; e com o cruel ditador, Sadham Hussein, cuja imagem inerte, pendurado da forca no porão de uma fazenda, correu o mundo pela internet.
Mesmo o mestre, teólogo e filósofo São Tomás de Aquino admitia tanto a desobediência civil quanto o tiranicídio como recurso e último recurso, respectivamente, para salvar um povo. Dizia ele em seus comentários às Sentenças de Pedro Lombardo: “quando o que é ordenado por uma autoridade opõe-se ao objeto para o qual foi constituída essa autoridade (…) não só não há obrigação de obedecer à autoridade, mas se é obrigado a desobedecê-la, como fizeram os santos mártires que sofreram a morte, em vez de obedecer às ordens ímpias dos tiranos. Pode até ser elogiado e recompensado por ser o aquele que liberta o seu país, matando um tirano.”
Outro escolástico, já tardio, Juan de Mariana, jesuíta e uma das principais influências da escola austríaca, advogava que um tirano podia ser justamente morto. Antes de Locke e da Declaração da Independência dos Estados Unidos, Mariana justificou o direito de rebelião e outorgou a qualquer cidadão o direito de ceifar a vida de um tirano, desde que tentasse reunir as pessoas para tomar essa decisão crucial ou, se isso fosse impossível, consultasse “homens eruditos e graves”. Entretanto, se o clamor do povo contra o tirano fosse tão cruamente manifesto, os requisitos se tornavam desnecessários.
Naturalmente, diante da gravidade de suas declarações, o padre também deixou sua definição de tirania. Segundo Mariana, um tirano era qualquer governante que violasse as leis da religião, que impusesse impostos sem o consentimento do povo, ou que impedisse uma reunião de um parlamento democrático. Deste modo, ficam claras as características essenciais ao pensamento do padre: uma defesa intransigente da liberdade e da limitação do poder político, o combate à degradação da moeda por via inflacionária, bem como a oposição à tirania do poder político dos governantes.
Destaquei todas estas concepções e inspirações anti-tirânicas – e anti-totalitárias – apenas para registrar que estas são as raízes, ainda que mais distantes, do pensamento liberal. É John Locke que as condensa no Direito de Resistência moderno. Nele, a razão pela qual os homens abandonaram seu estado natural e se reuniram em sociedade é justamente para evitar o estado de guerra, advinda da tirania da dominação pela força de um indivíduo sobre o outro, manifesta no desrespeito às leis naturais – vida, liberdade e propriedade. Ideias que marcaram para sempre o desenrolar da história humana, fundadoras do iluminismo inglês e principalmente a alma e mente dos revolucionários americanos do século XVIII “que promoveram as revoluções inspirados pela legitimidade da resistência”. Registre-se, ainda, que Locke admite a resistência e a desobediência apenas como mecanismo de regeneração do Estado e da sociedade civil, um mecanismo para destituir os maus governos sem aclamar na derrubada da ordem constitucional.
Nesta esteira, Thomas Jefferson, postulava que os indivíduos possuem direitos naturais inalienáveis e que as sociedades políticas são criadas justamente para proteção destes direitos. “Quando o governo não cumpria a função estabelecida pelo contrato, liberava os indivíduos da obrigação de obedecer às leis, podendo opor-se às medidas governamentais.”. Assim, quebrado o pacto pelos governos, impõem-se o dever de resistir. Dever que se impunha para advertir aos governantes que o poder era de autonomia dos indivíduos.
Quando os nazistas foram eleitos o maior partido do Reichstag, Hindenburg ofereceu a Hitler um cargo em seu gabinete. Hitler foi indicado chanceler de uma coalizão governamental, em janeiro de 1933. Ressalvadas as devidas proporções, se há algum paralelo a ser feito entre o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães e o Partido dos Trabalhadores do Brasil é que ambos já ultrajaram demais a República. Portanto, é preciso ter vigilância para não cometermos os erros dos alemães, nos tornando servis e passivos diante do exercício arbitrário do poder de um tirano.
Quanto ao tiranicído não estou aqui advogando a morte do novo ministro. É da essência do liberalismo: o confronto das elites encasteladas no poder; o enfrentamento de governos tirânicos; e a desobediência diante de dominadores que buscam escravizar os indivíduos. A morte, aqui, é algo simbólico e pode ser materializada pela prisão e, principalmente, pelo ostracismo político perpétuo.

Com uma bala só, Lula conseguiu acertar pelo menos cinco tiros no pé

Para livrar-se do juiz Sérgio Moro, cujo arsenal foi extraordinariamente ampliado pelo carregamento de dinamite providenciaado por Delcídio do Amaral, Lula resolveu refugiar-se no ministério e apostar no desaforo privilegiado. Ao disparar a bala de prata que sobrou, o estrategista trapalhão acertou pelo menos cinco tiros no pé:
Primeiro: Lula confessou que não tem como explicar as delinquências em que se meteu e, por isso mesmo, morre de medo da Lava Jato.
Segundo: Lula colou no Supremo a imagem de tribunal que protege alvos da Justiça Federal, esquecido de que, ao julgá-lo, o STF não poderá ignorar as provas repassadas pelos investigadores do Petrolão.
Terceiro: Lula assumiu o leme de um barco condenado ao naufrágio e se condenou a morrer abraçado ao poste que instalou no Planalto.
Quarto: na chefia da Casa Civil, Lula estará proibido de brincar de chefe da oposição petista ao governo petista de que agora faz parte.
Quinto: Lula transformou-se em alvo prioritário dos milhões de brasileiros que exigem o fim do governo.
Apavorado com a goleada sofrida neste 13 de maio, o time do Planalto escalou o velho artilheiro para virar o jogo. Entrou em campo um problema de bom tamanho. O tapa na cara do país que presta foi revidado nesta quarta-feira por manifestações espontâneas e, para o governo, especialmente perturbadoras: panelaços, passeatas e atos de protesto agitaram dezenas de cidades brasileiras. Graças a Lula, a crise foi de vez para as ruas.
Tudo somado, está claro que o chefão prepotente viu uma jogada de craque no que foi uma monumental ideia de jerico.

Augusto Nunes

MPF em Curitiba preparava pedido de prisão de Lula Por: Vera Magalhães

O Ministério Público Federal em Curitiba preparava a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula a Silva e pediria sua prisão preventiva. Ambos os pedidos estavam sendo ultimados para ser apresentados ao juiz Sergio Moro nesta quinta-feira — antes da primeira previsão de posse de Lula na Casa Civil, que deveria ser na próxima terça-feira. A fundamentação do pedido de preventiva seriam as tentativas de obstrução da Justiça evidenciadas pelos grampos com autorização judicial — os anteriores à conversa com Lula, que só foi flagrada na reta final da interceptação telefônica

Assim como fora informado previamente de que haveria mandado de busca e apreensão em sua casa e nas dos filhos e assessores, Lula foi informado previamente da movimentação da força-tarefa. O vazamento de que a prisão estava sendo preparada levou à conversa entre Lula e Dilma interceptada pela Polícia Federal. Por isso também a pressa da presidente para enviar ao novo “assessor”, já no aeroporto, o termo de posse antecipadamente, caso fosse “necessário”. Por isso também foram antecipadas a publicação da nomeação de Lula e a data de sua posse.

CLARO E CRISTALINO

​​"O Brasil não pode ser governado por uma quadrilha"



"O Brasil não pode ser governado por uma quadrilha".

É o que diz o editorial do Estadão. É o que repetem todos os brasileiros.