quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

“Fumo, mas não sou viciado, deixo quando quiser. No ano passado, por exemplo, deixei de fumar 365 vezes.” (Limão)

“Em ano eleitoral os de sempre roubam menos ou roubam mais?” (Limão)

Valentina de Botas: Transporte gratuito não é sequer uma causa ou utopia, mas apenas uma irracionalidade

Nas madrugadas, gosto do silêncio estilhaçado por conversas no vizinho e da certeza clandestina de haver cúmplices noturnos fabricando a madrugada comigo. Qual Brasil, este ou outro? A mulher descalça, num vestido longo, cabelo solto, sozinha na madrugada com a lua na varanda, trazendo uma taça e uma garrafa, é esta ou outra?
Numa versão das manifestações pela gratuidade do transporte em São Paulo, o Fantástico apresentou como “a nova cara das manifestações” umas lindezas de meninas (e os meninos?) boazinhas com gramática e causa ruinzinhas. Na versão de certo jornalismo, a cara dos movimentos pró-impeachment é meia dúzia de cretinos que pedia intervenção militar. Claro: quem viu cara, não quis ver coração. Contra tais versões, há os fatos desprezados pelos mentores delas.
Ora, os manifestantes democratas rechaçamos os pró-militares enquanto os black blocs são cara, corpo e alma do movimento que usa o aumento das passagens para obscurecer a agenda dramaticamente urgente do país e provocar a PM para produzir notícias negativas envolvendo o governo do PSDB em ano eleitoral. Truculentos, arcaizantes e autoritários, acham que o direito a ideias estúpidas enseja o direito à violência para efetivá-las.
A mulher na varanda serve-se de vinho e penso nas meninas que acreditam estar “lutano” por uma causa boa ignorando que são manobradas por um movimento cujo sonho é o pesadelo comunista que só deu errado onde foi tentado, de delinquência patente já nas táticas para se concretizar; que transporte gratuito não é sequer uma causa ou utopia, mas apenas uma irracionalidade; que nenhum governo produz riqueza e, portanto, precisaria coletar de quem produz – as pessoas, usuárias de ônibus ou não – a grana para custear o transporte que custa como qualquer outro serviço e menos do que utopias.
Travar a cidade nos horários de pico para “provocar a corja de empresários” decorre do excesso de Ovomaltine e da carência de honestidade que encobrem a outra cidade, a real: aquela que precisa pegar o filho na creche antes de voltar para casa e ainda preparar o jantar quando chegar; que se feriria com a bomba na estação de metrô jogada pelos black blocs; aquela infernizada não pelo reajuste da passagem abaixo da inflação, mas por esses terroristas mistificados com a designação calhorda de “ativistas”.
Estadão revelou uma trapaça que fantasiou o jeca de vítima e atendeu à libido criminosa do PT: cientes de que os black blocs atiraram a bomba no instituto Lula, José Dirceu e Bruno Altman espalharam que fora coisa do PSDB, enquanto Dilma Rousseff afagava a democracia que vive espancando. Aos cidadãos eventuais vítimas da bomba no metrô, a presidente dedicou o conhecido silêncio acanalhado. Os terroristas se servem das bombas na causa espúria; o PT embala uma delas em mentiras para torna-la útil, nem se importa com a outra, pois isso implica importar-se com os brasileiros, postura a que o lulopetismo é imune.
Então, a súcia lulopetista e a do Ovomaltine, com o perigoso suporte de certos jornalistas, bombardeiam a democracia num Brasil de cara para o atraso. No outro, meninas e meninos se mobilizariam, claro, mas sem manipulações ou mistificações e cobrando, pacificamente, qualidade nos serviços públicos pelos quais a população sempre pagará, mesmo de graça. Na varanda enluarada, brindo a um ausente cúmplice noturno; e o vinho, embora não à altura do homenageado, me distrai de uma difusa saudade de mim e de outro país nele mesmo.

CRN- Petista é preso na Argentina acusado de assaltar mulheres



André Alliana, ex-secretário de Comunicação do PT do Paraná, foi preso na sexta-feira, 22, em Puerto Iguazú, fronteiriça a Foz do Iguaçu


Mais um petista paranaense enrolado na Justiça e desta vez na Argentina. André Alliana (na foto, com o ex-deputado André Vargas), ex-secretário de Comunicação do PT do Paraná, foi preso na sexta-feira, 22, em Puerto Iguazú, fronteiriça a Foz do Iguaçu, acusado de assaltar mulheres. A prisão do petista provoca maior rebuliço nas redes sociais. “Acabei de chegar da Argentina onde André Alliana se encontra preso acusado de 2 assaltos à mão armada. As vítimas o reconheceram. A polícia suspeita que ele tenha realizado dezenas de assaltos na mesma modalidade, sempre nas madrugadas do vizinho país”, diz o jornalista Hélio Lucas que acompanha o caso.


Segundo informações obtidas por Lucas, Alliana quebrou a perna (femur) quando era perseguido pelos policiais argentinos. Para quem não o conhece, Alliana foi assessor do ex-deputado André Vargas (ex-PT) e coordenou todas as campanhas do ex-deputado na região Oeste. Em 2014, como Vargas não disputou o pleito, Alliana coordenou a campanha de outro petista na região: o deputado Zeca Dirceu, filho de José Dirceu. Dirceu, o pai, e Vargas estão presos no Complexo Penal de Pinhais, acusados de desvio de recursos da Petrobras.

Sob influência de Vargas, Alliana conseguiu nomear sua mãe, Ilza Rahmeier Alliana, como ‘assessora parlamentar’ do deputado e também trabalhou em uma empresa terceirizada da Petrobras, no Rio de Janeiro, indicado por Vargas. Em 2014 na região oeste, Alliana também coordenou as campanhas de Gleisi Hoffmann ao governo e de Dilma Rousseff a presidente.

Alliana também foi secretário do Meio Ambiente de Foz do Iguaçu no governo de Paulo Mac Donald (PDT) entre 2004 e 2006. E no início dos anos 2000, respondeu inquérito acusado por estupro a uma mulher.


Veja a matéria de Viviana Merlo no Prensa Policial


Con un arma de juguete le robo la cartera a una mujer, luego fue detenido




Efectivos policiales que realizaban recorridas de prevención, fueron avisados de este hecho delictivo y tras una persecución detuvieron a un hombre de nacionalidad brasileña autor del robo mencionado. Al mismo se le secuestró un arma de juguete similar a una calibre 9 mm.




Nickol de 23 años edad denunció que cuando caminaba por la Calle 1° de Mayo fue interceptada por un hombre, quien tras exhibirle un arma de fuego le sustrajo la cartera dándose a la fuga.




Efectivos que se hallaban realizando recorridas tras recibir la información, pudieron dar con el masculino, y tras una persecución, procedieron a la detención de André Roberto A. Brasileño, domiciliado en Foz Do Iguazú.




Se secuestró un arma de juguete similar a una calibre 9mm., y cartera de la mujer denunciante, como así también varias documentaciones brasileras de otras personas. El hombre fue trasladado a prisión.




Fuente: Prensa Policial, UR-V, Of. Ppal. Viviana Merlo.
Fonte: Fábio Campana

Diante da assombrosa ignorância da comandante Dilma, o que será que dizem entre quatro paredes os representantes de outros países que não tem miolo mole?

José Nêumanne: Somos mais de 160 milhões de vítimas

Publicado no Estadão
Há nove anos chegam a meu computador denúncias de um golpe típico de vigarista: quase 3 mil famílias de associados entraram na Justiça contra a administração da Cooperativa dos Bancários (Bancoop), fundada por Ricardo Berzoini, secretário da presidente Dilma Rousseff. Eles se queixam de ter pago prestações de apartamentos em que não puderam morar. O acusado é o ex-presidente da instituição João Vaccari Neto, suspeito de haver desviado o dinheiro dos cooperados para beneficiar o Partido dos Trabalhadores (PT), de que foi tesoureiro.
Do grupo que mandou no Sindicato dos Bancários de São Paulo sob a égide de Luiz Gushiken, absolvido no mensalão pelo Supremo Tribunal Federal e saudado como herói, quase santo, pelo revisor do processo, Ricardo Lewandowski, Vaccari ficou livre, leve e solto até cair na rede da Operação Lava Jato. E, aí, ser recolhido à prisão em Curitiba, onde cumpre penas. Aplaudido de pé em reuniões do partido, tratado pelo presidente nacional petista, Rui Falcão, e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como companheiro prestimoso, Vaccari vê agora ressuscitarem nas mãos do promotor José Carlos Blat as queixas das vítimas da Bancoop, que têm complicado sua situação.
Nos processos há evidências que desfazem a aura de santidade que Lula se outorgou ao falar a blogueiros fiéis: sem ter dado um dia de expediente em agência bancária na vida, o ex-presidente é acusado de ter adquirido a preço de banana um triplex de 294 metros quadrados com elevador privativo na praia do Guarujá. A revista VEJA circula com reportagem de capa que reproduz trechos de depoimentos ao Ministério Público de São Paulo com testemunhos de que o imóvel, cuja propriedade o ex nega, não pertence à empreiteira OAS, acusada de participar do propinoduto da Petrobras, mas à família Lula da Silva. Outro promotor, Cássio Conserino, informou que “Lula e Marisa serão denunciados” pelo crime de ocultação de patrimônio, que caracteriza lavagem de dinheiro.
A bomba revelada pelo semanário causou controvérsias. O promotor não podia ter dado a entrevista e a revista não devia ter noticiado a perspectiva de denúncia não concretizada? Desde que Guttenberg decidiu imprimir sua Bíblia até nossos dias de internet, o debate sobre o direito à privacidade de homens públicos e o dever dos meios de comunicação de noticiar o que lhes cai nas mãos foi aberto, repetido e dificilmente um dia se resolverá.
Mas há algo mais grave omitido na polêmica: os quase 3 mil chefes de família cuja poupança virou pó de calcário não têm direito a ver punidos o mau gestor que levou a cooperativa à falência e os que o protegeram tanto nela quanto no partido que dela tirou proveito?
Esse episódio pungente e revoltante retrata apenas um tijolo do muro das lamentações a cujas proximidades as vítimas da desumana rapacidade das castas dirigentes sindical, política e burocrática nacionais nunca tiveram sequer acesso. É o caso do camponês diante da lei na fábula de Kafka que Orson Welles usou como prólogo do filme O Processo, lançado em DVD pela Versátil.
Outra evidência de que as vítimas de ignomínias similares são tratadas no Brasil como párias destinadas à danação é a chicana mal disfarçada no desabafo de famosos causídicos na tentativa esdrúxula de configurar a ação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do juiz federal do Paraná Sergio Moro, que devassam as petrorroubalheiras, como caudatária de métodos neoinquisitoriais da ditadura militar. Em defesa de seus polpudos proventos, os “profissionais da lei” não invocaram um único fato para execrar o trabalho honesto e competente dos agentes do Estado, que cometem o pecado de introduzir na história penal do país condenações de milionários e meliantes de colarinho branco flagrados em delito. A mistura cavilosa de alhos com bugalhos chega a ser um escárnio, de tão cínica.
Ao tratar acusados de rapina do patrimônio público como se fossem vítimas desse saque, os signatários escarram nos rostos honrados dos mais de 160 milhões de brasileiros que sabem que são espoliados sem dó por um desgoverno de desmandos, um Congresso com muitos representantes venais deles próprios e um Judiciário cuja lerdeza é uma forma de opressão. O número citado não é aleatório, consta do furo de José Roberto de Toledo publicado neste jornal: segundo o Ibope, 82% dos entrevistados sabem que nunca podem contar com a gestão federal do PT, PMDB e aliados para nada.
Difícil é encontrar alguma razão para 14% ainda alimentarem a vã ilusão de que Dilma Rousseff e seus asseclas estejam levando o Brasil para um rumo qualquer. Na semana passada, Tania Monteiro, da sucursal do Estadão em Brasília, informou que a presidente ainda não demitiu o ministro da Saúde, Marcelo de Castro, por não querer desagradar a seu candidato a líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, e assim evitar transtornos à condução de seu único projeto de governo: evitar o próprio impeachment.
Cem anos após Oswaldo Cruz ter combatido a febre amarela expulsando o mosquito Aedes aegypti do Brasil, esse senhor cometeu a insânia de dizer, entre risos de mofa, em entrevista, que torce para as mulheres contraírem o vírus da zika antes da fertilidade, ficarem imunes e assim seu desgoverno sem caixa não ter de comprar vacinas caras. Dois séculos depois de José Bonifácio de Andrada e Silva ter articulado a nossa independência, contamos com um líder do pré-sal do baixíssimo clero da Câmara para garantir no posto um ministro que atua como se sua missão fosse disseminar a doença, e não proteger a saúde das vítimas de sua incúria.
O pior é que combate essa súcia uma oposição que, limitada a atuar para pôr fim a um desgoverno desastrado, em vez de apresentar alternativa decente de poder, só propõe patacoadas como a extinção do partido adversário. Pobres de nós, vítimas dessa vil politicagem!

Outro vexame de Cardozo



José Eduardo Cardozo é patético. Sempre que há uma operação da Lava Jato, lá vai o ministro da Justiça explicar-se ao PT -- e passar vexame em público.

Ele classificou de "especulações absolutamente indevidas" as informações de que Lula está sendo investigado pela Lava Jato.

José Eduardo Cardozo é um ministro absolutamente desinformado. E é natural que seja assim, porque ele não tem de meter o bedelho em investigações da PF e do MPF.

O Antagonista