segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Sobre Liberais, Conservadores e Libertários: é tempo de perdão e tolerância Por Adolfo Sachsida

O mundo conservador brasileiro, pelo menos no facebook, virou uma guerra para decidir quem é e quem não é conservador. Discussões semelhantes acontecem regularmente entre liberais e libertários. Creio que tais discussões são muito pouco produtivas, geralmente desunindo muito mais do que unindo. Além disso, num número não insignificante de vezes descambam para ofensas pessoais, guerras de ego, e defesas de um feudo, do tipo o rei aqui sou eu.
Eu tenho uma regra de ouro: a única pessoa que conquistou o direito de mandar outra a merda é Olavo de Carvalho. Esse sim tem esse direito, conquistado (e não dado) ao longo de uma luta de 40 anos incessantes contra os inimigos da sociedade aberta. Certo ou errado, não sou eu quem irá dizer que o Professor está sendo grosseiro. Qualquer um que passe pelo que ele passou e continua na luta tem esse direito. Obviamente isso exclui qualquer um abaixo dos 50 anos. Sobre esses recai a regra de ouro: primeiro você conquista o direito, e só depois terá o direito de mandar outros a merda.
A confusão atual refere-se a Sara Winter, ex-lider do FEMEN-Brasil, que agora tornou-se uma conservadora. De minha parte digo, seja bem vinda Sara. A luta é dura e pessoas com fibra são necessárias. Será que Sara pode ser uma espiã? Alguém que se infiltra no conservadorismo apenas para destruí-lo? Evidente que sim. Mas, quem de nós não pode também ser um espião tentando sabotar o conservadorismo por dentro? Essa crítica vale para Sara, mas vale também para uma das mais destacadas conservadoras do Brasil, Bruna Luiza (de quem sou um tremendo fã).
Sou amigo e admirador do trabalho de Rodrigo Saraiva Marinho, que é um libertário declarado. Faço questão de revê-lo sempre que vem a Brasília, e digo que vale a pena assistir suas palestras. Paulo Kogos tem várias opiniões das quais discordo, mas nunca tive problemas em manter um diálogo civilizado com ele. Além disso, tal como Rodrigo Marinho, é mais um libertário totalmente contrário ao aborto. Rodrigo Souza é outro dos libertários com quem também me relaciono muito bem.
Do lado conservador resta evidente que sempre aprendo com Alexandre Borges e Bruno Garschagen. Flávio Morgerstern é companheiro de hangouts, e Roberto Ellery amigo de longa data. Rodrigo Constantino é a prova de que é possível navegar nesse meio termo entre libertários e conservadores, e manter sua independência intelectual.
O que quero dizer aqui é que se queremos estabelecer uma frente ampla contra os inimigos da sociedade aberta precisamos focar nos pontos que nos unem, e não em nossas diferenças. Não somos uma seita, não somos esquerdistas. Somos indivíduos unidos contra os que querem usurpar nossa liberdade, contra os que querem centralizar em Brasília todas as decisões deixando aos indivíduos e famílias a exclusiva tarefa de obedecer. Vamos dar as boas-vindas a todos que querem se juntar a nós e, enquanto mostrarem respeito a nossas diferenças, vamos focar no que nos une!

Inflação – o mais nefasto imposto Por Fernando Fernandes

Como já era de se esperar, o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo- aumentou 10,67% em 2015, o índice medido pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – reflete a taxa de inflação calculada em todo o período. Vamos colocar de lado, por um breve momento, o que significa isso. Ou seja, o fato desta ser a maior taxa desde 2002, que o resultado ficou acima do teto da meta do governo e todas as consequências que isso representa para a economia e política atual.
Em tempos de reintrodução da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeira – é necessário todo um trabalho de conscientização do quão imoral é a inserção de mais um tributo em nosso já complexo, inflado e pesado sistema tributário. Igualmente, urgente e necessária é a compreensão da inflação não só em termos de impacto financeiro, ou seja, um entendimento que vá além da ideia de diminuição do poder de compra.
Se todo o imposto é roubo (e essa afirmação produz discordâncias suficientes para um artigo autônomo), não tenho a menor dúvida que o pior de todos eles é, certamente, a inflação. A lógica tributária é muito clara e simples de compreender. O Estado, supostamente criado por aqueles indivíduos que compunham a comunidade, demanda a criação de uma estrutura administrativa com a finalidade de dar proteção aos seus integrantes de conflitos internos – polícia e justiça – e externos – forças armadas. O argumento tem algumas variações para contemplar educação e saúde, mas a essência é a mesma. Os impostos fazem parte desta estrutura de manutenção da ordem baseando-se na publicidade e em todo o trâmite legislativo. É a lei que fundamenta a exação fiscal e, por consequência, a coerção para assegurar o cumprimento desta obrigação.
Tal como o tributo a inflação representa um aumento percentual nos preços dos produtos. É uma consequência direta da interferência estatal e, ainda pune de modo severo. Sua pena é impossibilidade de acesso a produtos ou serviços. No caso brasileiro, em razão dos grandes gastos do governo e na impossibilidade de criação de novos impostos para cobri-los, se recorreu à emissão de Títulos da Dívida Pública, ou seja, pegar dinheiro emprestado a juros e dar Título como garantia de que vai receber seu dinheiro de volta.
Deste modo, a Inflação é o efeito de uma política de desvalorização monetária. O produto trocado no mercado por determinado valor, passa a ter um custo maior porque a moeda que, por sua oferta maior, passou a ter um valor menor. A arrecadação do governo aumenta artificialmente através de empréstimos e sua população paga os custos por meio da desvalorização monetária decorrente desses empréstimos.
Portanto, por ser um imposto disfarçado, que não passa pelo crivo do legislativos, não recebe a atenção ou a publicidade legal, nem a vacatio legis típica das regras tributárias e por ser o grande artifício de governos perdulários, só se pode concluir que, de todas as formas que o Estado tem de retirar dinheiro do indivíduo, a mais cruel e nefasta é a inflação.
No final de tudo, quem é responsabilizado pela inflação? Segundo os governos, nós, os capitalistas desalmados que aumentam os preços dos bens por nossa ganância irrefreável.
Instituto Liberal

HUMOR NA SEGUNDA- Juiz morto



Um advogado de direito de família telefonou para o governador pouco depois da meia-noite, insistindo que ele falar com ele a respeito de uma questão de máxima urgência. Um assessor foi finalmente acordado para acordar o governador.


"Então o que é?" resmungou o governador.


"Juiz Garber acaba de morrer", disse o advogado, "e eu quero tomar o seu lugar."


Respondeu o governador "De minha parte tudo bem, mas fale primeiro com o agente funerário.”

TUDO VAI BEM, NÃO É TONTO?- Fitch constata que 41% dos imóveis vendidos no ano passado foram devolvidos pelos compradores

Problemas de falta de pagamento tornam "insuportável" o programa "Minha Casa, Minha Vida" para a Caixa Federal

O enorme número de distratos contratuais na área de imóveis comprados das incorporadoras brasileiras é assustador, conforme é possível perceber pela notícia a seguir, mas ela nem sequer revela toda a crise do setor.

Os casos verificados pela Fitch foram de distratos realizados no final do ano passado.

O levantamento não inclui inadimplências que ainda não resultaram em distratos.

O editor possui informações de que a situação é ainda mais calamitosa no âmbito do programa "Minha Casa, Minha Vida", porque os compradores não estão pagando o que compraram. No RS, a Caixa Federal já estaria com volume insuportável de inadimplência e por isto não estaria liberando mais um tostão para ninguém. No Estado, a Caixa Federal teria cortado até mesmo repasses para outros programas de financiamento realizados por agentes financeiros.

Políbio Braga

Augusto Nunes- OS SETE INQUILINOS DA CASA COVIL

Desde janeiro de 2003, quando Lula transformou o Planalto no templo principal da seita que sonha com o pesadelo socialista, o ministro encarregado de comandar a Casa Civil é escolhido não pelo currículo, mas pelo prontuário; não pelas raríssimas virtudes, mas pelos defeitos incontáveis. Isso explica por que, 13 anos e sete chefes depois, o latifúndio situado no 4° andar do palácio presidencial mudou de nome. O que existe ali é uma Casa Covil.
O desfile de casos de polícia começou com José Dirceu, devolvido recentemente à cadeia por ter reprisado no Petrolão o papelão desempenhado no Mensalão. O guerrilheiro de festim repassou o gabinete à camarada de armas Dilma Rousseff, que hoje tenta escapar do impeachment fantasiada de pingo de honestidade no oceano de bandalheiras protagonizadas por delinquentes de estimação.
O que era péssimo ficou ainda pior quando o neurônio solitário indicou Erenice Guerra para substituí-la. Onde Dilma só enxergava a melhor amiga havia uma mãe de quadrilha disfarçada de mãe de família. Impedida de manter Erenice no emprego, a sucessora de Lula mostrou que não havia perigo de melhorar com a nomeação de Antonio Palocci, estuprador de contas bancárias de caseiros e médico especializado em operações ilegais.
Com o segundo despejo de Palocci, chegou a vez de Gleisi Hoffmann, que entrou para mostrar que Casa Civil não é bordel e saiu transformada em forte candidata a Musa do Petrolão. A sexta escolha contemplou Aloizio Mercadante, general da tropa de larápios que Lula chama carinhosamente de “aloprados”. A relação de antecessores informa que Jaques Wagner mereceu tornar-se o sétimo companheiro a chefiar a Casa Covil.
Ele é o homem certo numa sala cujo dono tem por missão fazer sempre a coisa errada.

Esse Luiz Inácio Adams é quase igual ao outro em se tratando de cara de pau. Só falta o gosto pelo mel.