sexta-feira, 13 de novembro de 2015

“Leonardo da Vinci pintaria um quadro tendo Dilma como musa? Sim, e o nome da obra seria IGNORANZA.” (Mim)

“A solidão quando se é imposta contribui para o conhecimento de si mesmo.” (Filosofeno)

Instituto Millenium- A cada 13 anos, no mesmo lugar? Leia artigo de Bolívar Lamounier

Em 1989, a seis meses da eleição presidencial, meu saudoso amigo Amaury de Souza e eu encasquetamos de fazer uma pesquisa algo fora dos padrões habituais da sociologia política.
Antevíamos, como todo mundo, que logo adiante o Brasil teria de encarar uma pedreira. Vivíamos os estertores do quinquênio Sarney, durante o qual a inflação aplicara goleadas impiedosas nos sucessivos planos heterodoxos que ousaram enfrentá-la. Mailson da Nóbrega, o último ministro da Fazenda, sabiamente se propusera a executar só um “feijão com arroz” – quer dizer, um banho-maria, preocupando-se tão somente em evitar que a coisa desandasse antes da hora. Os eflúvios de legitimidade que certas almas caridosas haviam esperado da Constituinte não se mostraram tão abundantes. Para a sucessão de Sarney 22 candidatos se apresentaram. Uma cacofonia de dar gosto, mas os sebastianistas de plantão não se deram por achados: a “primeira eleição presidencial direta depois de 29 anos” com certeza iria repor o Brasil nos eixos.
Eixos? Que eixos? – Amaury de Souza e eu nos perguntávamos. Não chegávamos ao extremo de ver o Brasil como um país congenitamente sem eixo, mas naquele momento não enxergávamos nenhum eixo; pior, nada víamos que se assemelhasse a uma ferramenta ou um modus operandi que ao fim e ao cabo pudesse dar à luz um eixo. Víamos, como já foi dito, uma cacofonia louca. Uma “hemorragia de discursos” – para lembrar uma expressão de Afonso Arinos; e enquanto o falamento prosseguia, a inflação, o empobrecimento de milhões e a descrença de todos só faziam aumentar.
Quais seriam (quais são, melhor dizendo) as raízes desse interminável desacerto brasileiro? Mesmo sendo brasileiro, terá Deus nos aquinhoado com uma elite infantiloide, incapaz de enxergar os problemas e de agir concentradamente sobre eles? Ou, quem sabe, uma elite feita à imagem e semelhança de Maria Antonieta, uma sinistra mescla de ignorância, indiferença e crueldade? Ou, ainda, uma elite tão aferrada a divisões figadais, a malquerenças paralisantes, a radicalismos ideológicos capazes de liquidar no nascedouro todo e qualquer aceno ao entendimento?
Quais seriam (quais são, melhor dizendo) as raízes desse interminável desacerto brasileiro?
Quem poderia responder a essas questões senão a própria elite? Pois levemos nossas dúvidas a ela, ora bolas! Assim nasceu o projeto: uma pesquisa sobre as percepções, os sentimentos e as expectativas da elite acerca de seu próprio país. Que tal obrigá-la a voltar um pouco no tempo e nos explicar o que ela valoriza e o que despreza em nossa formação nacional? Que tal destrinchar as dezenas de dúvidas que os constituintes fixaram no papel, mas lá estavam como um emaranhado suspenso no ar? E o que ela esperava, evidentemente; teria toda ela entrado no embalo de que a “primeira eleição direta após 29 anos” seria, finalmente, a pedra filosofal que nos conduziria pela larga estrada do desenvolvimento e do bem-estar social?
Recursos para custear o empreendimento: esse, como sói acontecer, era o primeiro problema a resolver. Resolveu-o rapidamente o economista Peter Knight, à época diretor da Fundação Ford. O segundo problema foi compor uma amostra da elite brasileira. Não nos podendo valer da atualíssima teoria petista da “zelite”, optamos pelo caminho mais simples. Elaboramos uma lista enorme e dela selecionamos 500 nomes, classificados em oito setores: deputados e senadores, a alta administração civil, empresários, líderes sindicais, intelectuais, jornalistas e empresários de comunicação, integrantes do alto clero católico (da CNBB, basicamente) e oficiais-generais das Forças Armadas.
Repetimos a operação em 2002. Não preciso dizer que o país era outro. O governo Fernando Henrique Cardoso havia estabilizado a economia, recuperado a credibilidade internacional do país e estabelecido as bases para um programa sério de política social. O problema era que, decorridos 13 anos da primeira pesquisa, o partido de número 13 chegara ao poder. O clima do país era de muita confiança, mas o 13 do Lula era uma fonte de graves inquietações. Era mister atenuá-las e isso o PT fez de forma impagável. Deu a conhecer sua Carta ao Povo Brasileiro: um primor de eufemismo, pois o calmante, quem o reclamava não era o povo em geral, eram os mercados, e não primordialmente os mercados brasileiros.
Escusado dizer que não encontramos uma elite infantilizada, nem maria-antonietizada e muito menos paralisada por malquerenças ideológicas. Encontramos, isso sim, tanto em 1989 como em 2002, uma elite-espelho-do-Brasil. Um país que vive aos solavancos, tentando harmonizar a democracia e o desenvolvimento dentro de um arcabouço institucional discutível, para dizer o mínimo, e agora se vê a braços com três problemas adicionais de bom tamanho: uma classe política em franca deterioração, uma crise econômica de dimensões amazônicas, fruto de sapiências e mais sapiências, e um quadro social que se agrava a olhos vistos.
Sobre este último, vale a pena lembrar uma pergunta que fizemos nas duas ocasiões – 1989 e 2002 –, sem nada alterar no enunciado: “Se dentro de dez anos o Brasil não tiver reduzido substancialmente a pobreza e as desigualdades sociais e regionais, a que riscos o sr. considera que o país estará sujeito?”. O entrevistado devia considerar as seis alternativas mostradas na tabela e responder se tais cenários não tinham chance alguma de acontecer, se poderiam acontecer com muita chance ou se ocorreriam com alta probabilidade, ou seja, quase com certeza.
Cenários: 1) Retorno dos militares ao poder: 55 em 1989 e 10 em 2002; 2) uma situação de apartheid social: 60 em 1989 e 57 em 2002; 3) quebra da unidade territorial: 24 em 1989 e 9 em 2002; 4) um estado crônico de convulsão social: 85 em 1989 e 68 em 2002; 5) tomada do poder por algum grupo extremista: 63 em 1989 e 25 em 2002; e 6) inviabilização da economia de mercado: 89 em 1989 e 50 em 2002.
Fonte: O Estado de S. Paulo, 7/11/2015

HUMOR ATEU

HUMORATEUBLOGS.POT

A doença dos medíocres é a grande praga do Brasil Por Hiago Rebello

mediocres
“O homem medíocre não acredita no que vê, mas no que aprende a dizer”. (Olavo de Carvalho)
Que tal averiguar, ao menos, um pouco da situação política e econômica do Brasil? Temos uma taxa de homicídios comparável a países em guerra constante, com mais de 50.000 mortes por ano, possuímos uma das maiores taxas de impostos do planeta: pagamos mais impostos que no tempo da colônia (onde, nas escolas, aprendemos que os imperiosos portugueses nos oprimiam constantemente com as pesadas taxas) e do Império; houve tanta corrupção no Brasil pós-2002 que a maior empresa da nação, a que tinha monopólio do seu produto em um país de dimensões continentais, praticamente foi à falência nos últimos anos.
Temos um ex-presidente, uma presidente, senadores e deputados que, estranhamente, nada falam dos regimes genocidas que não só são aliados estratégicos, mas também amigos íntimos em seus esquemas de poder, algo que não veem problema em divulgar publicamente. É claro que a corrupção, as mentiras, as altas taxas e o aparelhamento – como a receita federal nunca ter achado estranho o patrimônio de um tratador de zoológico ser, em poucos anos, um dos maiores do país, ou a juíza, que averiguava o caso desse ex-tratador ter sido inexplicavelmente afastada da investigação – dos Três Poderes e uma boa parte de suas instituições e membros é algo bem pequeno. Um déficit de alguns bilhões equivale a furar a fila ou a não dar lugar a um idoso no ônibus, claro. É tudo pouco criticável, ou a mesma coisa (tratando-se da corrupção), mas apenas na mente de medíocres.
Com todos esses problemas acima, com todo o risco do aparelhamento do Estado e toda a pobreza que a alta carga de impostos gera – não se pode esquecer que a corrupção também é consequência de impostos altos –, não é, no mínimo, estranho algumas pessoas deixarem tudo isso de lado e gritar “Fora Cunha”?
Não é nem um pouco curioso esses sujeitos de esquerda contestarem, apontarem os dedos e berrarem contra Eduardo Cunha por causa de contas suspeitas na Suíça, mas ao mesmo tempo tamparem os ouvidos, olhos e bocas para todas as citações de Dilma no Petrolão? Por que isso ocorre? De onde vem tanta seleção para julgar e criticar alguém? É muito bizarro tais amantes da democratização de tudo e todos quererem Cunha fora da presidência da câmara por certas acusações, mas chamarem de golpistas quem quer a saída da presidente da Repûblica. Por que será que olham mais para Cunha, com menos representatividade, poder e status, que para a presidente da República?
Embora a maioria da população não se encaixe nesse tipo de pessoa, e até mesmo as olhe com receio – dado que a lei de Eduardo Cunha, em defesa da vida, atende às crenças e vontades populares, ou seja, à Democracia –, uma parte considerável de pessoas ainda pensa, não com base em evidências e nexos simples de se fazer, mas sim com um cabresto, o cabresto da ideologia, da covardia e do cinismo.
São tais homens que merecem o nome de medíocres. A mediocridade se estabelece pela falta de interesse por algo maior, algo superior. Não sabem distinguir as proporções entre certas virtudes ou problemas; os medíocres apontam seus dedos para Cunha, Bolsonaro, Caiado, isso quando não o fazem para instituições sociais ou grandes parcelas da população brasileira, com um sorriso de superioridade. Medíocres não sabem analisar a realidade, têm carências e são inaptos para fazer a mais simplória análise. Entre uma presidente da República, a pessoa mais poderosa da Nação, citada várias vezes em um inquérito, e um presidente do Congresso, que ainda esta sendo investigado, preferem defender a primeira, atacar compulsivamente o segundo e ainda rotular negativamente quem quer a saída da presidente.
Mas quando a verdade é estampada na face do medíocre, o que inviabiliza seus cabrestos cognitivos, ele começa a tentar jogar com a retórica – sem conteúdo, claro – e inverter o argumento do acusador para ele mesmo. Esse tipo de argumentação é bastante louvável, entretanto tal retórica precisa ser bem construída, e para apresentá-la é necessário ser cuidadoso e ter boas intenções. Mas todas essas três características necessárias inexistem – o medíocre, em sua débil defesa, afirmará que os “coxinhas” atacam a Dilma, mas não o Cunha, que são preconceituosos porque Dilma luta pelo pobre, Cunha pelo rico, Dilma é pela mulher, Cunha pelo machismo, Dilma tem seu nome citado em corrupção, mas Cunha tem contas no exterior… Mas o medíocre não se guia pelos fatos, pela investigação, e sim pela ideologia, pelas aparências, por cacoetes e vícios embasados em raciocínios falsos. O medíocre não leu o que Rodrigo Constantino publicou na Veja quando Cunha entrou para a presidência da Câmara, não passou um mísero olhar em algum texto ou publicação de Olavo de Carvalho, Kim Kataguiri, Felipe Moura Brasil, Marco Antônio Villa, Reinaldo Azevedo… Não. O medíocre leu a Carta Capital ou viu algum “meme”, em uma imagem da Iconoclastia Incendiária sobre os representantes da Direita no Brasil.
Os medíocres preferiram Gregório Duvivier, Sakamoto, e a Socialista Morena. Ter o trabalho básico de pesquisar e averiguar o que seus opositores pensam e expressam, nenhum dos medíocres teve. Nem a base necessária para a construção de uma mentalidade política sã os sujeitos possuem. O que esperar de pessoas que se negam a enxergar as coisas simples em volta? Nada além da decepção, da incapacidade de fazer análises simples. Os parâmetros normais e racionais, mais que esquecidos, foram desprezados pelos medíocres.
A mediocridade, pelo andar da carruagem, se comporta como um tipo de infecção nas faculdades do homem. É difícil dialogar com quem grita a plenos pulmões “FORA CUNHA!”, acreditando que ele é o mau da nação e fechando os olhos para o quão conveniente é a militância “anti-Cunha” e para a atuação da atual gestão do Brasil (mas cabe a pergunta: se Cunha se render ao esquema petista, será que os medíocres irão se “esquecer” das contas na Suíça do atual Presidente da Câmara? Tudo indica que sim). Sujeitos que ainda choram pelo governo do PSDB no final do século passado e do início deste, se esquecendo de que faz mais de uma década que o PSDB não governa a Federação; a situação é tão negativa para a mentalidade medíocre, que eles sequer conseguem concatenar um simples pensamento: “se era tão ruim com o PSDB, então era melhor antes? Se FHC foi um presidente tão cruel com o povo e as classes menos abastadas, então elas estavam melhor antes, para depois piorarem?”. Naturalmente: caso os medíocres ousassem pensar com tanto poder lógico, dessa maneira, veriam que a situação melhorou para o povo com FHC, em relação aos governos anteriores. Mas tal esforço é muito grande para quem usa o cabresto cognitivo, assim como o simples raciocínio de que é mais perigoso, complicado e danoso para todos os cidadãos de bem do país ter uma presidente incompetente, corrupta, incapaz, desarticulada, impopular, e com flertes ditatoriais que um presidente da Câmara com problemas de corrupção.
Os usuários do cabresto preferem negar as estatísticas, pois elas, talvez, sejam muito exatas para suas mentes humanas – ou será que conseguiram chegar à cognição do Homo Sapiens? Talvez sejam outro hominídeo menos evoluído. As estatísticas mostram claramente que a corrupção cresceu durante o governo do PT, que a violência, mortes e crimes nunca estiveram tão altos antes do governo do PT no país. Até mesmo a colocação das universidades brasileiras diminuiu em mais de uma década de PT. Por que raios insistir tanto em quem não tem poder como FHC e Eduardo Cunha?
O fetiche de sempre voltar no tempo, de culpar o mais rico, o mais bem-sucedido, resolvido pelas mazelas da sociedade é um jogo já ultrapassado, mas que ainda surte efeito na mente de algumas “minorias”. Possivelmente, os medíocres só usem o cabresto por moda, por uma onda reativa em relação ao nascimento da direita no Brasil. É bem possível que os medíocres estejam em vias de extinção, e em uma década sejam praticamente irrelevantes, mas até lá a doença, o mal da mediocridade ainda se espalhará pela sociedade, corroendo a verdade mais simples, o fato mais fácil de constatar.
É hora de a direita parar de ser rotulada, e rotular com mais força e afinco, dar nome aos bois e colocar ordem na casa. Medíocres serão chamados de medíocres, e desonestos de desonestos. Só com uma grande “pancada” da realidade, infelizmente, a doença poderá ser curada.

Hiago Rebello

Graduando em História, Licenciatura, pela Universidade Federal Fluminense, colunista do Instituto Liberal.

DO BAÚ DO JANER CRISTALDO- sexta-feira, setembro 28, 2012 ISLÃ AMEAÇA BRASIL

Ainda o Islã. O tema se impõe. Ainda há pouco, eu escrevia que os muçulmanos querem impor censura ao Ocidente. Agora pedem censura no Brasil. Uma tal de União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI) pediu a retirada do vídeoInocência dos Muçulmanos, que parodia a vida de Maomé, por considerá-lo ofensivo à religião islâmica. Como juiz é o que não falta em Pindorama quando se trata de censurar, um juiz aqui de São Paulo, Gilson Delgado Miranda, da 25a Vara Cível Central de São Paulo, acatou o pedido, ferindo o princípio da liberdade de expressão.

Terça-feira passada, o YouTube foi proibido de exibir o vídeo. Tem agora dez dias para tirá-lo do ar no país, em qualquer idioma que for exibido. A cada dia que a medida for descumprida, a empresa receberá uma multa de 10.000 reais. Para a UNI, o filme viola a Constituição por ferir o direito da liberdade de religião, e ainda ofende os islâmicos.

Não bastasse o apelo à censura da tal de entidade, que pelo jeito foi constituída às pressas para introduzir a sharia no Brasil, um leitor me envia uma notícia alarmante, publicada no Globo. Em meu recente artigo publicado na Folha de São Paulo, “A morte da Europa que amo”, eu comentava o atrevimento dos muçulmanos na Itália, que pretenderam que as mulheres tirassem documentos de identidade... veladas. Pois a pretensão chegou até nós. Vamos à notícia:

A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, a cidade que abriga a segunda maior comunidade muçulmana do Brasil, está envolvida numa controvérsia. A Câmara de Vereadores quer que as mulheres muçulmanas não sejam obrigadas a tirar o véu ao fazer fotos para documentos.
São 22 mil pessoas de origem árabe na cidade. Quase todas muçulmanas. Por isso, é comum ver mulheres usando o hijab, o lenço que cobre a cabeça. “Tem um monte, a gente já nem acha estranho mais”, disse uma mulher.
“O hijab não é ornamento, não é fantasia, é uma parte da vestimenta obrigatória para a vestimenta da mulher muçulmana”, ressaltou o líder religioso Mohsin Alhassani. O problema é que na hora de tirar fotos para documentos como carteiras de identidade e de motorista, as muçulmanas têm que tirar o lenço, isso é determinação. No Instituto de Identificação do Paraná, por exemplo, são proibidos acessórios como brincos, piercings e lenços.
Nas fotos, têm que aparecer: as orelhas e o contorno do pescoço e dos ombros. O mesmo serve para a carteira de habilitação.
“O que nós podemos fazer e fazemos é isolar o local, colocar uma pessoa mulher, geralmente a nossa supervisora, que faz a captura da imagem”, afirmou chefe interina do Detran-PR Marta Matkievicz.
Mas, para as muçulmanas isso não resolve o problema.
“Aí você dá a identidade virada, simplesmente ele olha na foto e olha na tua cara. Você fica constrangida, sério, é um constrangimento horrível”, disse a dona de casa Neiva Schaffer.
 

Ou seja, já temos muçulmanos querendo introduzir no país os hábitos de suas teocracias. Como no universo muçulmano mulher não tem identidade mesmo, para que foto do rosto. Que os cabeças-de-toalha tenham tais pretensões não é surpreendente. O insólito é que uma câmara de vereadores adira ao obscurantismo. “Nada mais justo que o muçulmano possa expressar a sua religiosidade com a sua vestimenta”, afirmou o representante da comunidade muçulmana Faissal Ismail. O bruto só não entende como pode ser identificada uma mulher a partir de uma foto com o rosto velado.

O Detran e o Instituto de Identificação têm 30 dias para responder ao pedido da Câmara. Isto é só o começo. Nos próximos anos, estes animais vão defender o uso do véu nas escolas, a excisão do clitóris e a infibulação da vagina como expressão de suas religiosidades. 

Quem não lembra do recente caso do diplomata iraniano que bolinava uma criança de sete anos dentro de uma piscina em Brasília? Quando denunciado, o Irã reclamou seus direitos: "O Brasil tem que respeitar a cultura dos povos". 

Até hoje, o Brasil vivia ao largo de tais fanatismos. Com o aumento das madrassas no país, financiadas pela Arábia Saudita, a estupidez começa a viger entre nós.

Por que as esquerdas preferem o Estado à caridade privada? Por Instituto Liberal

por JULLIANY RODRIGUES*

Pessoas que apoiam o Estado de bem-estar social gostam de acusar qualquer pessoa em oposição a este sistema cruel e ganancioso, apontando virulentamente o dedo para sua conduta pessoal. No entanto, ainda não encontrei um único estatista, de esquerda, socialista, que seja voluntário, faça doações para a caridade, ou ajude os pobres de alguma forma. Claro que pode haver pessoas de esquerda que façam doações, que ajudem o próximo, mas realmente, eu poderia dizer que não são muitas. Ao menos, aos que eu conheço e lhes faço perguntas, no início, eles olham estupefatos, como se esta questão não tivesse nada a ver com o nosso debate político. Em seguida, eles admitem que não o fazem e para justificar, alegam que eles não precisam, porque eles pagam impostos para isso. Programas de bem-estar social do governo parecem fazer uma coisa boa; eles dão às pessoas não-caridosas uma maneira de não se sentirem mal sobre isso.

A crença de que os menos afortunados pereceriam sem assistência do governo tem permeado nossa sociedade até o osso. Curiosamente, as pessoas que perpetuam essa propaganda são as mesmas pessoas que nunca ajudam ninguém. Essas pessoas não conseguem aceitar que indivíduos sejam caridosos porque elas próprias não são caridosas. Elas querem que o governo tome essa responsabilidade moral de suas mãos; elas não querem ter nada a ver com as classes mais baixas, elas as querem fora de vista e fora da mente.
As pessoas baseiam as ações dos outros em suas próprias ações. A traição do marido ou esposa faz com que sempre desconfie de seu cônjuge. Uma pessoa que alega que ninguém iria ajudar os pobres afirma isso porque sabe que, pessoalmente, não o faria, portanto, assume que os outros também não farão. Eu acredito no oposto. Eu faço voluntariado, então eu creio na caridade dos outros. Nem esta minha opinião poderia ser dita como correta; algumas pessoas iriam ajudar os pobres e algumas não. A verdadeira questão é: haveria pessoas suficientes para ajudar? Vamos olhar para a história e as estatísticas.
Antes da maioria dos tipos de assistência do Estado, foram utilizadas maneiras mais diretas de ajudar as pessoas. Prontos-socorros, hospitais e casas fraternas, o bom e velho amor ao próximo, era tocado por bairros inteiros. “Durante o século XIX e início do século XX, mais americanos pertenciam a sociedades fraternais do que a qualquer outro tipo de associação voluntária, com a possível exceção de igrejas”, escreve David T. Beito, autor de “De Ajuda Mútua para o Estado do Bem-Estar: Sociedades Fraternais e Serviços Sociais, 1890-1967”. Essas sociedades administravam lares para idosos, orfanatos, hospitais e outros serviços sociais sem a ajuda do governo. Hospitais como os Cavaleiros e Filhas de Tabor em Mississippi, trataram principalmente das classes mais baixas, como os imigrantes e meeiros por meros US $ 30 por ano. As pessoas certamente não eram deixadas para morrer nas ruas. Eventualmente, o governo decidiu impor inúmeras regras e regulamentos, tornando tudo isto de boa vontade ilegal. Aqui no Brasil não foi diferente, aliás, não é. Existem muitos asilos, orfanatos, etc construídos por institutos kardecistas e várias ONGs que até hoje sobrevivem apenas de doações.
Atualmente, os Estados Unidos são a nação mais voluntária na terra, com a China sendo uma das menos caridosas. Quase 50% dos americanos deram o seu tempo para ajudar os necessitados. Quem são eles? Eles não são os ricos, eles não são corporações ou políticos, e eles certamente não são de esquerda. A faixa demográfica mais caridosa está abaixo da classe média; eles nem sequer ganham o suficiente para ser elegíveis para um retorno de imposto sobre as doações. Famílias de direita doam mais tempo e dinheiro, em seguida, a esquerda e famílias de moderados. É interessante que as pessoas que apoiam o espectro político, pelo qual a redistribuição forçada da riqueza não é recomendada, também são mais caridosas.
O fato é que as pessoas se preocupam com o outro. O governo – e os meios de comunicação que ele alimenta – ama perpetuar a noção hobbesiana de que os seres humanos estão em um estado perpétuo de guerra. Não são as pessoas, mas os seus governos que fazem a guerra. Existem sim pessoas más, mas elas teriam dificuldade de poder de retenção sem o Estado como seu navio. Não podemos esquecer que a maioria das guerras é iniciada e realizada pelos governos. Como podemos esperar que a força responsável por estas atrocidades ajude as classes menos favorecidas?
A meta do governo é crescer e aumentar o seu poder; ele não pode fazer isso com uma população autossuficiente, unida, que confia em si. Ele quer que a gente pense que somos egoístas, gananciosos, e que precisamos ser salvos de nós mesmos e uns dos outros. Uma grande classe dependente alimenta o governo, que mantém os impostos elevados, e garante que os pobres continuem pobres. Eu gostaria de ver o governo nos deixar em paz e sermos humanos; não precisamos levar a referência moral de um sistema que mata mais pessoas do que as salva.
Você pode acreditar que as pessoas são basicamente más, ou que o governo faz o possível e quer nos ver prosperar, mas a verdade é que a política de bem-estar social não tem funcionado. Desde a introdução de bem-estar social pós-Segunda Guerra, a pobreza aumentou. Em vez de dar às pessoas uma maneira de sair, ela as mantém presas. O Estado de bem-estar social cria uma subclasse dependente permanente, eliminando incentivos capitalistas para a produtividade.; paga as pessoas para serem improdutivas.
*Julianny Rodrigues é estudante de Relações Internacionais pela UNINTER, Coordenadora Local pela rede Estudantes Pela Liberdade na cidade de Juiz de Fora e membro fundadora do grupo de estudos Fórum Ativista Intelectual.