quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Uns quinhentos...
O representante da China chega aos Tchúkchas e diz:
-- Vamos guerrear contra vocês. Quantos vocês são?
-- Uns quinhentos, E vocês, quantos são?
-- Um bilhão.
-- Muito ruim. Onde vamos arrumar lugar para enterrar todos vocês?
Portal Libertarianismo-Uma má interpretação do Anarquismo
[Nota do Portal Libertarianismo: Este artigo foi originalmente publicado na edição de 8 de março, 1890 da revista Liberty.]
Um dos jornais mais interessantes que chegam a este escritório é o Personal Rights Journal de Londres. Em grande parte, escrito por homens como J. H. Levy e Wordsworth Donisthorpe, ele não poderia ser de outra forma. Virtualmente, ele defende a mesma fé política que um defensor daLiberty. Ele quer dizer com Individualismo o que a Liberty quer dizer com Anarquismo. Que ele não perceba esse fato, e que assume que o Anarquismo seja algo além do que o individualismo completo é, é a principal diferença entre nós. Este mal entendimento do Anarquismo é muito clara e inteligentemente exibido em uma passagem que eu copio de uma palestra perspicaz e instigante sobre “The Outcome of Individualism“, proferida por J. H. Levy ante o National Liberal Club em 10 de janeiro de 1890, e impressa no Personal Rights Journal de janeiro e fevereiro:
Se estamos sofrendo com um veneno, achamos vantajoso tomar um segundo veneno, que aja como um antídoto para o primeiro. Mas, se formos sábios, limitamos nossa dose do segundo veneno de modo que os efeitos tóxicos de ambos combinados sejam mínimos. Se tomarmos mais dele, ele produz efeitos tóxicos próprios, além daqueles necessários para neutralizar, tanto quanto possível, o primeiro veneno. Se tomarmos menos dele, o primeiro veneno, em alguma medida, fará seu trabalho ruim sem controle. Isto ilustra a posição do Individualista, contra o Socialista de um lado e o Anarquista do outro. Eu reconheço que o governo é um mal. Ele sempre significa o emprego da força contra nossos companheiros e – na melhor das hipóteses – sua sujeição, em maior ou menor medida no campo da conduta, ao desejo de uma maioria de seus concidadãos. Mas se esta interferência organizada ou regularizada fosse completamente abolida, ele não escaparia da agressão. Ele estaria, numa sociedade tal como a nossa, passível de bem mais violência e fraude, o que seria um mal muito pior do que a interferência do governo precisa ser. Mas quando o governo pressiona a interferência além do ponto de manter a mais ampla liberdade igualmente para todos os cidadãos, ele é, ele próprio, o agressor, e não menos porque seus motivos são bons.
Nomes à parte, a coisa que o Individualismo favorece, de acordo com o precedente, é a organização para manter a mais ampla liberdade igualmente para todos os cidadãos. Bem, isso é precisamente o que o Anarquismo favorece. O Individualismo não quer tal organização por mais tempo do que o necessário. Tampouco o quer o Anarquismo. A suposição do Sr. Levy de que o Anarquismo não queira de maneira alguma tal organização surge de sua falha em reconhecer a definição Anarquista de governo. O governo foi definido repetidamente nestas colunas como a sujeição do indivíduo não-invasivo a um desejo que não o seu próprio. A sujeição do indivíduo invasivo não é governo, mas resistência e proteção contra o governo. Por estas definições, o governo é sempre um mal, mas a resistência a ele nunca é um mal ou um veneno. Chame tal resistência de um antídoto, se quiser, mas lembre-se que nem todos os antídotos são venenosos. O pior que pode ser dito da resistência ou da proteção é, não que ela seja um mal, mas que é uma perda de força produtiva em um esforço necessário para se superar o mal. Pode ser chamada de um mal apenas no sentido de que um trabalho necessário e não especialmente saudável pode ser chamado de uma maldição. A ilustração do veneno, boa o suficiente com as definições do Sr. Levy, não tem qualquer força com o uso Anarquista dos termos.
O governo é invasão, e o estado, como definido na última edição da Liberty, é a encarnação da invasão em um indivíduo ou em um bando de indivíduos que assumem agir como representantes ou mestres de todo o povo dentro de uma dada área. Os Anarquistas se opõem a todo governo e especialmente ao estado como o pior governador e principal invasor. Do ponto de vista da Liberty, não existem três posições, mas duas: uma, aquela dos socialistas autoritários, que favorecem o governo e o estado; a outra, aquela dos Individualistas e Anarquistas, contra o governo e o estado.
É verdade que o Sr. Levy reconhece expressamente a liberdade de definição e, portanto, eu não devia ter dito uma palavra se ele tivesse simplesmente declarado a posição Individualista sem interpretar erroneamente a posição Anarquista. Mas tendo em conta esta interpretação errônea, devo pedir-lhe para corrigi-la, a menos que possa demonstrar que a minha crítica é inválida.
Eu posso adicionar, em conclusão, que muito provavelmente a disposição do Individualista de dar maior proeminência do que o faz o Anarquista à necessidade de organização para proteção é devida ao fato de que ele parece ver menos claramente do que o Anarquista que a necessidade de defesa contra invasores individuais é grandemente e talvez, afinal, inteiramente devida às opressões do estado invasivo e que, quando o estado cair, os criminosos começarão a desaparecer.
// Tradução de Uriel Alexis. Revisão de Ivanildo Santos III. | Artigo Original
Sobre o autor
Benjamin Tucker foi um dos proponentes do anarquismo individualista americano no séc. XIX e propagador do mutualismo. Atuou como tradutor, teórico político e econômico e trabalhou como editor para o jornal anarquista "Liberty".
DO BAÚ DO JANER CRISTALDO- sábado, junho 28, 2008 TIA EMPALA SOBRINHA
Índio tem carteirinha de 007, costumo afirmar. Com permissão para matar. Ainda há pouco comentei o caso da menina Isabella, cujo assassinato pelos pais provocou comoção nacional. Ora, a prática do infanticídio já foi detectada em pelo menos 13 etnias, como os ianomâmis, os tapirapés e os madihas. Só os ianomâmis, em 2004, mataram 98 crianças. Os kamaiurás matam entre 20 e 30 por ano. Mas entre os sacerdotes que vociferam contra o aborto, você não encontra um só que denuncie estes assassinatos. E tudo isto sob os olhares complacentes da Funai, que considera que os brancos não devem interferir nas culturas indígenas.
Índio pode matar à vontade. Faz parte de suas tradições culturais. Os indígenas brasileiros se reservam o direito de matar filhos de mães solteiras, os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal e, assim, por não saber quem é quem, eliminam os dois.
Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez. Há motivos mais fúteis, como casos de índios que matam os que nasceram com simples manchas na pele – essas crianças, segundo eles, podem trazer maldição à tribo. Os rituais de execução consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.
Agora foi a vez de uma menina índia mato-grossense, Jaiya Xavante, 16 anos, morta por empalamento. A indiazinha, muda e paralítica, teve o estômago e o baço perfurados por um objeto pontiguado de 40 centímetros.
Ontem ainda, o capitão-de-mato Tarso Genro – aquele mesmo que devolveu dois atletas que buscavam asilo no Brasil à ditadura cubana – declarou que "lamentavelmente a violência contra indígenas não é novidade, talvez a novidade seja o grau de violência e de barbárie que envolve alguns delitos como o que ocorreu em Brasília”.
Ocorre que a violência contra indígenas parte dos próprios indígenas. Quem empalou a menina paralítica foi sua própria tia, Maria Imaculada Xavante. O crime teria sido motivado por ciúmes. O pai da Jaiya era casado com três irmãs, conforme costume tribal da etnia. E aqui surge um dado novo. Se você, que não é índio, tiver três mulheres, incorre em crime de, no mínimo, bigamia. Índio pode.
Para o padre Bartolomeo Giaccaria, indigenista salesiano que trabalha na aldeia xavante onde Jaiya morava e conhecia a família da vítima, não existe a hipótese de que o crime teria sido motivado por ciúmes. Segundo ele, o costume de um marido ter três ou quatro mulheres – sempre irmãs ou primas – é antigo e não há casos de ciúmes entre as esposas. Os padres de Roma, tão intransigentes quando se trata de fidelidade conjugal, não vêem maior inconveniente quando um bugre é sexualmente servido por três irmãs.
Maria Imaculada será punida? Ao que tudo indica, não. Só com um parecer de algum de algum antropólogo qualquer, que ateste que Maria Imaculada sabia ser crime empalar uma menina muda e paralítica. E para atestar isso, antropólogo é o que não falta.
Índio pode matar à vontade. Faz parte de suas tradições culturais. Os indígenas brasileiros se reservam o direito de matar filhos de mães solteiras, os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal e, assim, por não saber quem é quem, eliminam os dois.
Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez. Há motivos mais fúteis, como casos de índios que matam os que nasceram com simples manchas na pele – essas crianças, segundo eles, podem trazer maldição à tribo. Os rituais de execução consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.
Agora foi a vez de uma menina índia mato-grossense, Jaiya Xavante, 16 anos, morta por empalamento. A indiazinha, muda e paralítica, teve o estômago e o baço perfurados por um objeto pontiguado de 40 centímetros.
Ontem ainda, o capitão-de-mato Tarso Genro – aquele mesmo que devolveu dois atletas que buscavam asilo no Brasil à ditadura cubana – declarou que "lamentavelmente a violência contra indígenas não é novidade, talvez a novidade seja o grau de violência e de barbárie que envolve alguns delitos como o que ocorreu em Brasília”.
Ocorre que a violência contra indígenas parte dos próprios indígenas. Quem empalou a menina paralítica foi sua própria tia, Maria Imaculada Xavante. O crime teria sido motivado por ciúmes. O pai da Jaiya era casado com três irmãs, conforme costume tribal da etnia. E aqui surge um dado novo. Se você, que não é índio, tiver três mulheres, incorre em crime de, no mínimo, bigamia. Índio pode.
Para o padre Bartolomeo Giaccaria, indigenista salesiano que trabalha na aldeia xavante onde Jaiya morava e conhecia a família da vítima, não existe a hipótese de que o crime teria sido motivado por ciúmes. Segundo ele, o costume de um marido ter três ou quatro mulheres – sempre irmãs ou primas – é antigo e não há casos de ciúmes entre as esposas. Os padres de Roma, tão intransigentes quando se trata de fidelidade conjugal, não vêem maior inconveniente quando um bugre é sexualmente servido por três irmãs.
Maria Imaculada será punida? Ao que tudo indica, não. Só com um parecer de algum de algum antropólogo qualquer, que ateste que Maria Imaculada sabia ser crime empalar uma menina muda e paralítica. E para atestar isso, antropólogo é o que não falta.
BRONCOS EM AÇÃO- Atrizes iranianas postam fotos sem véu e são obrigadas a deixar o país
Duas atrizes iranianas foram obrigadas a deixar o país depois que publicaram em redes sociais fotos suas sem o hijab, o véu islâmico. O regime iraniano classificou Sadaf Taherian e Chekame Chaman-Mah como "infratoras" e questionou a saúde mental das moças. Elas receberam inúmeras críticas de seguidores por causa das fotos com os cabelos descobertos. Sadaf, que em uma das fotos aparece com a barriga de fora, teve de fugir para os Emirados Árabes Unidos e especula-se que Chekame tenha se refugiado nos Estados Unidos.
| Sem exagero: que bela mulher! |
GUAMPA NEWS- Nova baixa na Petrobras: presidente do conselho da BR renuncia
Pois é, quem deveria renunciar, não renuncia! Arre!
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