sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"Dizem que os ladrões quando morrem vão para o inferno. Sendo assim, no paraíso há muitas vagas." (Mim)

Instituto Liberal- Frase do dia

“Para o esquerdista, cada problema social tem um remédio fornecido pelo Estado à espera de ser administrado… Porém, só porque você tem uma tremenda quantidade de emoção e frustração acumulada em torno de uma determinada causa, isso não transforma a sua legislação favorita em algo prático, eficaz ou realista.” David Harsanyi

Portal Libertarianismo- Uma estratégia eficiente para derrotar o estado: “agorismo” por Nicholas Hooton

A ideia de me filiar ao Partido Libertário já me seduzia há muitos anos quando eu descobri, pela primeira vez, a filosofia libertária, assim como seduziu muitos antes e depois de mim. O website do Partido surgiu na minha frente, e com alguns cliques e espaços eu poderia ser um membro de carteirinha de uma organização que apoiava a liberdade.
No fim das contas, o mesmo pensamento racional e autoexame que me levou ao libertarianismo revelou-me os verdadeiros motivos por trás do meu desejo de me filiar: uma necessidade psicológica básica de atenção e de ser parte de algo. Eu estou feliz em informar que eu saí do website sem me filiar, e assim quero permanecer.
Posteriormente, aprendi quão perto estive de nunca saber a paz e a prosperidade que advém do entendimento e prática do anarquismo. A tentação não tinha sido somente uma de puramente fazer parte, mas de obter poder – poder político, nesse caso. Eu sabia que, se me candidatasse a um cargo político, eu provavelmente necessitaria o apoio financeiro de um partido político, e me candidatar como democrata ou republicano teria sido um ato absolutamente hipócrita.
Enquanto os “partiarcas” estavam ocupados sacrificando os princípios no altar da intriga política, a “nova esquerda libertária” nasceu. Alguns se chamavam voluntaristas e rejeitavam todos os meios políticos para alcançar os objetivos libertários. Os voluntaristas são conhecidos por se absterem de votar, alguns até afirmam que este é um ato imoral. Eles também são conhecidos pela não-cooperação pacífica. Em nenhum lugar essa estratégia tem sido melhor explorada e posta em prática, todavia, do que na escola de pensamento dentro desse movimento que se chama “agorismo”.
Na sua obra, Konkin descreveu o que ele chamou de “contra-economia” ou “toda a ação humana (não-coerciva) cometida em oposição ao estado”. Agorismo é a “integração coerente da teoria libertária com a prática contra-econômica”. A contra-economia inclui as atividades do mercado negro – atividades ilegais que não são violentas ou invasivas e, portanto, “sem vítimas” – e as atividades do mercado cinza – atividades que não são ilegais mais conduzidas de maneira proibida pelo estado.
Muitos ficam chocados quando se deparam com a contra-economia pela primeira vez. Praticar atividades ilegais não é como eles visualizam seu ativismo político ou a forma pela qual eles mudam suas vidas; mas o fato é que praticamente todo mundo pratica ou regularmente pratica tais atividades. Se você já teve uma banca de limonadas ou um brechó, ou vendeu algo online sem se sujeitar a todos as leis tributárias e regulatórias aplicáveis, você é um contra-economista. Se você já usou uma receita médica vencida, ou a receita médica de outra pessoa, ou fumou maconha, você é um contra-economista. Se você não pagou de acordo o seu imposto de renda, mesmo sem saber, mesmo sendo alguns centavos, você é um contra-economista.
Meu pai me ensinou as primeiras lições em contra-economia, embora eu não soubesse até muitos anos depois. Ele me ensinou a comprar e vender carros. Nessas transações, o vendedor poderia oferecer ao comprador a oportunidade de informar um preço de venda bem reduzido de forma a reduzir o valor dos impostos que o comprador terá de pagar.
Como vendedor, meu pai foi para mais viagens do que posso me recordar e com frequência me levava para viajar com ele. Eu recordo que ele tinha um detector de radar para evitar multas por velocidade. Ele também tinha um rádio PX com o qual podia interagir com comboios de caminhão e ser informado onde havia radares e coisas do tipo. Ele me ensinou o linguajar e me ajudou a entender como ganhar a confiança de outros operadores de rádio através da construção de uma reputação.
Atividades como essas e muitas outras oferecem uma estratégia coerente e realista para enfraquecer e, em última instância, substituir o estado. Como os agoristas praticam o comércio fora do radar com outros agoristas e comerciantes libertários, as organizações como redes de escambo, cooperativas, associações de ajuda mutual, sistemas de troca locais, firmas de arbitragem, e redes de segurança podem pouco a pouco oferecer alternativas viáveis aos serviços e ostensivamente oferecidos pelo estado. A prosperidade seguirá.
Uma sociedade é simplesmente um grupo de dois ou mais indivíduos, e um mercado é simplesmente um lugar ou sistema no qual dois ou mais indivíduos dedicam-se à troca. Se a filosofia moral libertária é válida, se o princípio de não-agressão é realmente um princípio ético universal pelo qual a interação humana deveria ser guiada, então ele é verdadeiro em todas as épocas e lugares, em todas as sociedades e mercados.
Saber que você é livre, que você sempre foi, e que você sempre será, é uma das ideias mais pacíficas e liberais que descobri. Você é livre. Qualquer agressão cometida contra você pelo estado ou qualquer outra pessoa ou organização é ilegítima, e você tem o direito de se defender. A questão não é o que você fará para alcançar uma sociedade livre. A questão é o que você fará, todo e cada dia, para responder à significativa ameaça criminal existente nessa sociedade livre hoje. Eu admito que o agorismo é a única resposta filosoficamente coerente à questão.
Veja também
// Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Ivanildo Santos III. | Artigo Original

Instituto Liberal- Autores liberais- Roberto Campos

literatura
alanternanapopa1 ° – “A lanterna na popa” – Roberto Campos
O grande Roberto Campos lançou no ano de 1994 o livro de memórias “A lanterna na popa”. Campos buscava realizar a síntese da sua vida desde quando passou a defender posições liberais, como sendo a defesa da liberdade, segundo palavras do ex-deputado, ex-senador e ex-diplomata, uma espécie de apostolado. Campos dizia que defender o liberalismo no Brasil era como realizar pregações no meio do deserto. No prefácio do livro, Campos afirma o seguinte:
“Em nenhum momento consegui a grandeza. Em todos os momentos procurei escapar da mediocridade. Fui um pouco um apóstolo, sem a coragem de ser mártir. Lutei contra as marés do nacional-populismo, antecipando o refluxo da onda. Às vezes ousei profetizar, não por ver mais que os outros, mas por ver antes. Por muito tempo, ao defender o liberalismo econômico, fui considerado um herege imprudente. Os acontecimentos mundiais, na visão de alguns, me promoveram a profeta responsável. O século que vivenciei foi aquele que Paul Johnson (nasc. 1928) descreveu como o século coletivista. Tanto a democracia como o capitalismo sofreram graves desafios. A revolução comunista de outubro de 1917 representou um desafio simultâneo à democracia e ao capitalismo. As democracias ocidentais sobreviveram à I Guerra Mundial, mas viria depois, nos anos trinta, uma rude prova para o capitalismo liberal – a Grande Depressão. A economia de mercado, em fase de deflação e desemprego, parecia ser um sistema terrivelmente inepto, comparado à alternativa do planejamento central. E surgiu um outro tipo de desafio – o coletivista – que também desprezou a democracia e prostituiu o mercado, proclamando como supremos valores a raça, o estado leviatã e a expansão territorial.”

ISENÇÃO BEM BOLADA

Jeferson Monteiro, que criou o “Dilma Bolada”, recebia R$ 20 mil por mês para realizar seu trabalho para o PT e Dilma. Mas o publicitário se declarou “isento” na declaração de Imposto de Renda.

Cláudio Humberto

Forno frio

A CPI do BNDES caminha para recomendar a extinção do BNDESPar e dificultar a autorização de empréstimos internacionais. O presidente da comissão, Marcos Rotta (PMDB-AM), não acredita em “pizza”.

Cláudio Humberto

FAMÍLIA LULA PREFERE VIVER EM IMÓVEIS DE ‘AMIGOS’

Enrolada em acusações de corrupção, a família Lula da Silva mantém um suspeito hábito de morar em imóveis que não lhe pertencem, ao menos oficialmente. Assim como Lula nos tempos de sindicalistas vivia em uma casa supostamente de propriedade do compadre e advogado Roberto Teixeira, seu filho Luiz Cláudio da Silva há três anos reside em imóvel de uma empresa controlada pelo mesmo Teixeira. E Fabio Luiz, o “Lulinha”, escolheu viver em apartamento pago por um amigo.
O AMIGO GENEROSO

Lulinha optou por um apartamento na exclusiva região dos Jardins, em São Paulo, pago pelo amigo empresário Jonas Leite Suassuna Filho.

 CARO ALUGUEL

 Em 2010, o apartamento onde Lulinha morava, nos Jardins, tinha aluguel mensal fixado em R$ 12 mil mensais.

 GANHOU UPGRADE

 Lulinha foi para outro apartamento do mesmo Jonas, em Moema, cujos vizinhos pagam ao menos R$ 40 mil entre aluguel, condomínio e IPTU.

 SUBIU DE VIDA

Quando Lula foi eleito em 2002, consta que Lulinha ganhava R$ 1.300 em um zoológico. Em 2010, já era sócio de ao menos seis empresas.

Cláudio Humberto