sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Jefferson Viana- Carlos Tevez e a patrulha ideológica

Carlos-TevezCarlos Tevez é jogador de futebol argentino conhecido internacionalmente, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, com duas Copas do Mundo disputadas e passagens por Corinthians no Brasil, West Ham, Manchester United e Manchester City na Inglaterra e pela Juventus na Itália e que recentemente voltou para o futebol argentino para jogar no clube que o revelou, o Boca Juniors.
Em entrevista recente para o programa “Animales Sueltos”, da TV América, uma espécie de “The Noite” argentino, Tevez falou de diversos assuntos: o retorno ao país mesmo no auge da carreira, família, seleção argentina, as situações que passou nos três países em que jogou, sobre sua origem humilde e também algumas declarações sobre o atual momento que a Argentina vive, o que desagradou boa parte dos partidários do Frente Para A Vitória, partido da presidente Cristina Kirchner.
O jogador argentino falou coisas como:
“Quando eu ainda vivia em Forte Apache (comunidade onde Tevez foi criado), vivíamos com uma média de dez pesos diários. Não era muito, mas não passávamos necessidade, e de vez em quando comíamos até torta de batata. Fui feliz com isso. Os milhões que ganhei com o futebol não me mudaram e a prova é todo o tratamento que recebo dos torcedores do Boca Juniors e até de outros clubes todos os dias quando vou treinar. E hoje com a situação do país como está, vejo algumas pessoas de lá passando fome. Na minha época, vivíamos com pouco, mas necessidades nunca tinha visto em Forte Apache antes dos governos K.”
“A pobreza que existe em Formosa (cidade próxima a Buenos Aires) é enorme. Fui recentemente com a minha esposa para um caminho que levava ao hotel que o clube me disponibilizou enquanto eu não finalizava a compra da minha casa nova. Aquele hotel por dentro me lembrava de Las Vegas, tinha até cassino. Porém quando saía de lá, boa parte das pessoas no entorno estavam pedindo esmolas e chorando de tanta fome. Aquelas pessoas não merecem esse tipo de coisa.”
Por essas declarações contra o governo Kirchner, o jogador argentino tem sofrido perseguições por parte de membros do Frente Para A Vitória, como o do assessor parlamentar Jorge Manuel Santander. Santander disse em uma rede social:
“Tevez é um visitante europeizado. Que lave a boca para falar da nossa cidade. Quanto que Maurício Macri (candidato oposicionista a presidência) tem lhe pago para denigrir a cidade dos outros, seu fedido de m**?”
Talvez um dia Tevez tenha recebido dinheiro de Maurício Macri: quando Tevez era jogador do Boca Juniors entre 2002 e 2004, quando Macri ainda  era o  presidente do clube xeneíze, e portanto era Maurício que assinava o contracheque do jogador com os seus vencimentos, como o de todo o elenco. Mas, para Santander, o fato de que o atual candidato à presidência argentina um dia já tenha sido o “chefe” de Carlos Tevez já é comprobatório para sair dizendo que o atual prefeito de Buenos Aires esteja pagando ao jogador para falar na mídia posições contra o atual governo argentino.
Pode-se perceber que a tolerância com oposicionistas não é o forte da esquerda latino-americana: na Venezuela, opositores como Leopoldo López e Daniel Ceballos estão encarcerados por serem vozes fortes do enfrentamento à ditadura chavista-madurista; Na Bolívia, o senador Jorge Pinto Molina está até os dias de hoje morando no consulado brasileiro em La Paz, por razões de segurança; e mesmo no Brasil já aconteceu caso parecido no ano passado, quando Synara Polycarpo, executiva do banco Santander, recomendou que clientes de altos rendimentos na sucursal brasileira do banco espanhol se preparassem para a recessão econômica que se aproximava do Brasil devido à política econômica mal gerida pela trinca Mantega-Tombini-Barbosa e a casos de corrupção envolvendo estatais e figurões do governo, e Synara teve como prêmio uma demissão do banco, forçada pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com a argumentação do ex-presidente de que a profissional “não conhecia nada de Brasil”.
O maior inimigo da esquerda não é o liberalismo, a economia, a política ou a cultura. Na verdade o maior inimigo da esquerda chama-se realidade. Quando suas políticas que já são fadadas ao fracasso devido a sua inviabilidade acabam por falhar, buscam-se “culpados” numa tentativa de “limpar a barra”. E esses inimigos podem ser desde um veículo de mídia a um banco internacional. Sempre na busca de culpados pelo fracasso, a esquerda ataca os opositores que mostram que a realidade diverge da propaganda mostrada, dando um jeito de ofender e assassinar a sua reputação, em busca da desmoralização e da mancha do currículo alheio.
Normalmente, o assassinato de reputações acontece com políticos, como aconteceu no ano passado nas inúmeras vezes no período eleitoral com o oposicionista Aécio Neves (PSDB), que enfrentou uma campanha desmoralizante por parte da campanha da atual presidente Dilma Rousseff (PT) durante o pleito presidencial e também com professores, como aconteceu com o diretor executivo do Instituto Liberal, professor Bernardo Santoro, que foi perseguido por um coletivo feminista na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a ponto de o professor ter que se desligar da instituição. Entretanto, pela primeira vez, a patrulha ideológica das frentes de esquerda ataca uma personalidade esportiva-cultural, como fez no caso de Tevez, mas pelo mesmo motivo do assassinato de reputações com políticos e acadêmicos: a mostra da realidade divergente com a propaganda transmitida.

Jefferson Viana

Jefferson Viana é estudante de História da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, coordenador local da rede Estudantes Pela Liberdade, presidente da juventude do Partido Social Cristão na cidade de Niterói-RJ e membro-fundador do Movimento Universidade Livre.

Caio Blinder- A Grande Queda da China (mais para frente)



Um trocadliho óbvio, mas precioso

Apesar da capa desoladora sobre a Grande Queda da China (trocadilho sobre Grande Muralha, Great Wall), a revista The Economist aponta no seu editorial que o país (a segunda economia mundial) “não está em crise”. No entanto, sua habilidade para evoluir suavemente de uma economia dirigida para uma economia de mercado nunca foi tão questionada como agora.

Termos muito suaves para definir o que está acontecendo. Na verdade, é muito penoso o mundo se ajustar ao “novo normal” de uma China que não mais crescerá 10% por ano. O próprio regime está resignado a este “novo normal” e seu ajuste é desajeitado. Os sinais de Pequim são mistos, o que gera pânico. Os momentos de alívio esta semana em mercados globais devem ser recebidos com cautela.

David Pilling, o homem de Ásia do jornal Financial Times observa que o mundo na verdade não sabe exatamente qual é o plano do regime comunista (um regime movido a planos). Vou saltar todo debate econômico para ir ao ponto central do dilema. O regime está na encruzilhada entre o mercado e o controle estatal. Tão grande o dilema que em 2013 o Partido Comunista pediu tanto “um papel decisivo” para os mercados “como um “papel dominante” para o estado. Tudo categórico, não?

Na prática, o presidente Xi Jinping e seus burocratas de terno cinzento vão para um lado e para outro, deixando o mundo incerto. Na confusão, a gerência chinesa perdeu a aura de competência. E na confusão, eu prefiro ficar com a sacada de David Pilling. Se olharmos para o presidente Xi Jinping em busca de dicas, “nós podemos deduzir que o controle estatal” irá ganhar a parada.

Vamos para o ponto elementar: tudo é sobre controle pelo Partido Comunista, tanto da economia, como da política. Com reformas realmente ambiciosas, o resultado seria mais liberdade, mais dinamismo, mais riscos. São “commodities” inconcebíveis para o partidão. O PC perde a razão de ser se tomar este caminho, seria expurgado pela realidade.

E aqui está um segredo sujo. Os mercados globais e as potências democráticas convivem, apesar do constrangimento e muxoxos sobre violação de direitos humanos, com o regime chinês como ele é. No final das contas, o regime chefiado por Xi Jinping fará tudo o que puder para estabilizar a situação e assegurar um nível decente de crescimento (não mais os hoje mitológicos 10%).

Como conclui David Pilling, a curto prazo isso será bom para o mundo, mas apenas adiará a hora da verdade.

Caiado sobre CPMF: “Pare de roubar, PT. Pegue o dinheiro de petrolão, mensalão e pixulecos e coloque na saúde”



O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que, se a CPMF não voltar, haverá “barbárie” no SUS:

“A viabilidade do sistema único de saúde, do sistema público, universal e gratuito, passa por esse debate (da CPMF). E fora disso, é barbárie. Porque entregar os setores mais fragilizados da sociedade simplesmente à regra de mercado, a gente sabe o que vai dar”.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) comentou nas redes sociais a volta do terrorismo eleitoral do PT para esvaziar o bolso da população:

“É assustador o quanto os integrantes desse governo tiram sarro com os brasileiros todos os dias. O governo retira recursos da saúde propositalmente ao reduzir o repasse e dividir a conta com as emendas parlamentares. Agora vem com a cara mais lavada do mundo falar em imposto.

Pare de roubar, PT. Pare de mentir. Pegue o dinheiro do Petrolão, do mensalão e outros ‘ãos’ e ‘pixulecos’ e coloque na saúde que a situação melhora e não será preciso criar mais impostos. O governo de Dilma e Lula passaram dos limites e os brasileiros não aguentam mais. Estão forçando um colapso social.

A população está enojada, não suporta olhar no rosto desses petistas. Se insistirem nessa teses, vão dar um tiro no pé e acelerar a saída inevitável da presidente Dilma Rousseff. Vamos montar uma verdadeira trincheira no Congresso contra a criação desse imposto. Vamos expor todos os números e tudo o que o governo fez nos últimos anos para sacrificar a saúde brasileira.”

Só faltou dizer: enquanto Lula e Dilma Rousseff recebem atendimento VIP no Hospital Sírio Libanês.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

GAZETA DO HILÁRIO- Cachorrada sem planejamento corre atrás e morde o calcanhar de LFV

PROCURADOR IVAN MARX ABRE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL CONTRA A DIREÇÃO DO POSTALIS.

A revista Época informou hoje que o procurador federal Ivan Marx abriu investigação criminal contra a cúpula do Fundo de Previdência dos Correios, o Postalis. Ele quer apurar a compra do terreno do centro logístico dos Correios em Cajamar. O negócio, que já é alvo de ação de improbidade em São Paulo, foi intermediado pelo mensaleiro João Paulo Cunha, segundo denúncia feita pela revista em novembro do ano passado. Ivan Marx foi membro do MPF no RS e notabilizou-se na Operação Rodin.

 O empresário João Camargo, dono da área, em vez de vendê-la diretamente ao Postalis, preferiu repassá-la primeiro a uma offshore sediada na Nova Zelândia. Essa companhia, aberta exclusivamente para a operação, revendeu o terreno ao fundo de pensão dos Correios, embolsando uma diferença de R$ 43 milhões. A negociata levou apenas 3 meses. A investigação ainda é preliminar.

 Desde junho, a Procuradoria da República no Distrito Federal está dedicada à analisar um relatório de auditoria enviado pela Previc - responsável por fiscalizar os fundos - para a apuração de uma série de irregularidades. Suspeita-se que os investimentos a fundo perdido realizados por Antonio Carlos Conquista e sua trupe tenham seguido um "modelo" de operação destinada a repassar pixulecos aos personagens de sempre.

Do blog do Políbio Braga

O ministro corta-voz

Governo vai propor uma nova CPMF com alíquota de 0,38%
-No Planalto não temos faca para cortar a própria carne. Precisamos da CPMF.

VOZES DA ASQUEROSA- Governo vai propor uma nova CPMF com alíquota de 0,38%