terça-feira, 14 de julho de 2015
Nossa grana
Com o dinheiro público é dever atender prioridades: Saúde, educação, segurança. Depois de todas essas necessidades bem atendidas é que se pode pensar em gastar em outras coisas. Mas o vemos em todos os níveis de governo é o inchaço da máquina e o populismo barato. E dá-lhe discurso moralista! E os mesmos que criticam certas bandalheiras acontecidas nos municípios fecham os olhos quando a mesma safadeza é cometida por seus pares em outras esferas. Estamos roubados!
OS DESTAQUES NO PISA
Os garotos mais inteligentes do mundo: como Finlândia, Coreia e Polônia se destacam no PISA
Eis o mistério: por que alguns alunos aprendem tanto e outros tão pouco? No teste internacional do PISA, mede-se não apenas a capacidade de memorização (decoreba), mas também e principalmente a capacidade de raciocínio, e criatividade, de pensamento crítico. Por que alguns países se destacam nesses testes enquanto outros afundam na mediocridade?
Com essa questão em mente, Amanda Ripley foi atrás de três alunos americanos que foram estudar, respectivamente, na Finlândia, na Coreia do Sul e na Polônia. Ela queria compreender o que esses países faziam de diferente dos Estados Unidos para se destacarem no PISA. Além dos três que ela acompanhou de perto, mais de 200 alunos foram entrevistados. O resultado é o livro The Smartest Kids in the World: And How They Got That Way, que explora as principais diferenças entre os modelos de ensino de cada um desses países.
O foco da autora é entender o relativo declínio americano, que já liderou o ensino no mundo, mas hoje precisa conviver com mais de 20 países à frente nos testes internacionais. O que o PISA expôs, logo de cara, é que não adianta jogar mais recursos públicos na educação, se o modelo for equivocado. Não era o gasto por aluno ou em relação ao PIB que realmente fazia a diferença no resultado final, algo que deveria ser lembrado quando populistas celebram, no Brasil, o gasto de 10% do PIB no setor imposto por novas leis.
A importância da educação – da boa educação – no crescimento de longo prazo de uma nação é algo demonstrado por economistas com estudos estatísticos. A correlação com o PISA é enorme. O “detalhe” importante, porém, é qual educação, ou seja, se esses alunos estão realmente aprendendo coisas úteis e, acima de tudo, a pensar por conta própria, a raciocinar.
O caso coreano chama a atenção pelo excesso de rigor e paranoia. É verdade que o país saiu da pobreza do Terceiro Mundo para o status de país desenvolvido em apenas uma geração, e muito disso se deve ao foco obsessivo na educação. Mas as críticas dos próprios coreanos são praticamente unânimes: o pêndulo exagerou para o outro lado, e as crianças não têm mais vida fora do ensino, pois tudo que importa para definir o futuro é conseguir entrar numa das três prestigiosas universidades existentes, o que ocorre com base em um único teste.
A Coreia, portanto, tornou-se como uma corrida de hamsters, com alunos dormindo em sala de aula e depois estudando até de madrugada, gastando a parca poupança dos pais para aulas particulares e criando até mesmo algo excêntrico como professores que são como estrelas do rock, tanto em termos de fama como de ganhos. A meritocracia, segundo a autora, foi levada ao extremo.
Mas se ela fosse obrigada a escolher entre esse modelo, mesmo com seus exageros, e o americano, em que os pais se tornaram “cheerleaders”, sempre incentivando seus filhos em vez de cobrar resultado efetivo no aprendizado, ela diz que ficaria com o modelo coreano, no qual o pai atua mais como uma espécie de técnico. O que o caso coreano mostrava é que o rigor costuma produzir bons resultados, e que é possível mudar em tempo relativamente curto.
Não há, na Coreia, a crença de que a boa educação cai do céu, ou que é possível “deixar a coisa fluir” que depois tudo se ajeita. Não: os coreanos acreditam no trabalho duro, no esforço pesado, e nesse aspecto os americanos – e nem é preciso falar, os brasileiros – têm muito a aprender com eles. Se você realmente estudar, o resultado virá.
Mas é o caso da Finlândia que mais atraiu a autora, por conseguir mesclar a cobrança séria com uma qualidade de vida melhor para os alunos. O principal fator, segundo Ripley, é a valorização dos professores, o respeito que eles possuem no país, análogo ao de um médico americano. Naturalmente, esse respeito não é imerecido, bastando ser um professor. O próprio professor precisa passar por um treinamento puxado, sempre buscando mais qualificação.
O ensino terá uma qualidade tão boa quanto a dos professores, o que parece óbvio. Não adianta investir em prédios novos, informática, equipamentos modernos, se os professores forem ruins. A Finlândia deposita uma importância enorme nos professores, e forma uma elite deles em processos rigorosos de seleção e treinamento. Nada parecido com o que vemos no Brasil, com “professores” péssimos e muitas vezes incapazes de ensinar algo de verdade, preferindo, em vez disso, doutrinar as pobres crianças com bobagem marxista.
Essa transição na Finlândia foi curiosa, pois contou, inicialmente, com uma ampla centralização do processo. Nos anos 1970, o governo obrigava que os professores mantivessem diários do que ensinavam aos alunos a cada hora, inspetores nacionais faziam visitas regulares para verificar se os professores estavam cumprindo o rigoroso currículo, e escolas menores e piores foram fechadas.
Com o tempo, e após o país formar uma elite de bons professores, o governo começou a relaxar na fiscalização, concedeu maior autonomia aos professores, os livros utilizados passaram e ser escolhidos pelos próprios professores em âmbito local. Não era mais necessário ficar em cima, pois os professores existentes eram bem treinados. A lição finlandesa era clara para a autora: se um país quer falar sério sobre educação, então precisa começar pelo começo, valorizando e treinando os melhores professores.
Quando Amanda compara a realidade desses países com a americana, o que mais lhe chama a atenção é o fato de que o ensino nos Estados Unidos deixou de ser rigoroso, os alunos não são tão cobrados. A matemática, por exemplo, é tida como mais fácil nos Estados Unidos. O que se espera dos estudantes é menos do que eles poderiam dar, se ao menos as expectativas fossem maiores. O foco obsessivo nos esportes, segundo ela, representa uma distração perigosa, e mostra o que os americanos estão realmente priorizando.
Os pais americanos foram bombardeados durante os anos 1980 e 1990 com afirmações de que é fundamental proteger a “autoestima” das crianças, e por isso blindá-las da competição. Houve exageros para o lado politicamente correto, cujo ápice foi bem retratado num filme em que os pais não podem vibrar com a vitória do time dos filhos para não ofenderem os outros, e todo jogo terminava empatado.
A participação dos pais americanos é até razoável, mas fora de foco, segundo a autora. Eles fazem cupcakes, atuam como voluntários nas festas ou nos times da escola, agem como fãs de seus filhos, mas não cobram resultados objetivos com mais rigor nos testes. Os pais “técnicos” coreanos dedicavam mais tempo dentro de casa, cobrando deveres, lendo para os filhos menores, estimulando os filhos a sempre se esforçar mais. Elogios constantes e falsos podem ter um efeito tóxico, ao contrário de elogios mais raros, porém verdadeiros.
O caso polonês entrou na análise por conta de sua incrível velocidade: a Polônia era o patinho feito da Europa, e em poucos anos despontou como um dos países líderes no PISA, a despeito da pobreza bem maior. Tal mudança nesta magnitude e em curto espaço de tempo alimenta a esperança de que é possível, sim, mudar, mesmo para um país mais pobre. Não houve milagre, porém: o país resolveu colocar a educação como uma verdadeira prioridade, e cobrou com rigor os resultados dos professores.
Em suma, os países acompanhados pela autora e que despontam no ranking internacional de educação dão bastante importância ao setor de ensino e aos seus professores, cobram com rigor por resultados, adotam um sistema de meritocracia, reconhecendo que é impossível educar todos de forma igualitária, pois educar é, por excelência, criar elites de seres pensantes, ainda que todos devam ter boas oportunidades para se destacar, independentemente da classe social ou da “raça”.
As escolas existem para ajudar os alunos a aprender como pensar por conta própria, e também a falhar, pois no mundo real é inevitável se deparar com o fracasso. As boas escolas não escamoteiam essa realidade, não aprovam automaticamente qualquer um, não repetem que eles são brilhantes quando tiram, na verdade, péssimas notas. Não são, enfim, voltadas para alimentar a “autoestima” de perdedores, mas sim para ajudar a criar os legítimos vencedores, aqueles que conseguem, depois, pensar fora do quadrado, resolver questões complexas, adotar pensamento crítico e independente.
Alguém acha que isso é compatível com o método Paulo Freire e com os sindicatos de professores brasileiros, tomados pelos partidos comunistas?
Rodrigo Constantino
O DESABAFO DE THAILA AYALA
Eu te entendo, Thaila Ayala! Ou: O Brasil testa nossa paciência mesmo…
Thaila Ayala. Fonte: QUEM
Deu na Quem: Thaila Ayala chegou ao Brasil neste domingo (13) de sua temporada em Los Angeles, na Califórnia, para rodar o longa Aldo – O Filme, sobre José Aldo, lutador de MMA. Sua chegada, no entanto, não foi só felicidade. A atriz foi parada na Receita Federal e precisou pagar uma taxa pelo seu computador. Depois, ela desabafou sobre o assunto em seu SnapChat.
“Parabéns Brasil. Parabéns você que mora nesse país de me*** e é parada na Receita Federal e tem que pagar pela segunda vez seu computador! Em que país você chega e tem que pagar duas vezes pela mesma coisa porque um funcionário escreveu errado a sua declaração? Você chega já desesperada para ir embora porque é um país de muita injustiça! Simplesmente somos assaltados diariamente!”, esbravejou a atriz.
“Toda vez que eu chego no Brasil no percurso aeroporto para minha casa eu coloco o passaporte dentro da minha calça porque se eu for assaltada ele pode roubar tudo, menos o passaporte, para eu vazar!”, revelou ela.
Em casa, Thaila resolveu esclarecer seu momento “revolta”: “Quando eu falo país de me***, é porque a gente está na me***. Isso é real, não é algo da minha cabeça, está no nosso cotidiano, todo mundo sabe isso. O mundo, aliás, sabe disso. É a maior história de corrupção! Quem paga essa conta é a gente, isso é muito revoltante. Não sei como ainda conseguem ficar calmos. O nosso país é um dos mais ricos e maravilhosos do mundo. A gente tem tudo aqui, importa tudo. Somos os mais ricos de água doce e potável, mas aí poluem tudo e não se preocupam em limpar. As pessoas só querem poder e dinheiro e colocam nosso país na me***”.
Por ter recebido muitas críticas dos seguidores, Taila finalizou o assunto: “Quando o artista não se expõe, é um bando de sem opinião. Quando a gente fala, é maluco e do mal. 70% da nossa classe artística não se expõe. E está certo, pois é difícil se expor. É melhor ficar neutro porque assim todo mundo te ama”, ironizou.
Entendo a revolta da bela atriz. O Brasil cansa mesmo, testa nossa paciência ao limite. E sob um ufanismo boboca, ampliado na era petista, ai de quem falar certas verdades! É logo visto como “inimigo da Pátria”, como um incomodado que deveria se mudar, pois não é mais bem-vindo em terras tupiniquins. No Brasil, “pensam” esses nacionalistas, só deve ficar quem ama incondicionalmente o país. Nada de críticas! Nada de verdades!
Ela está certa também ao mencionar que a classe artística raramente se expõe. Quando o faz, é normalmente para defender o governo de olho em verbas da Lei Rouanet ou propagandas de estatais. Ou então para bandeiras politicamente corretas covardes e sensacionalistas, que levam a esquerda caviar ao delírio. Atacar nossas mazelas com honestidade, reclamar do abuso de nossa fome arrecadatória, que chega a dobrar ou mesmo triplicar o preço de certos produtos importados, isso quase ninguém tem coragem de fazer.
É a zona de conforto dos artistas “engajadinhos” que só sabem criticar a polícia ou o “imperialismo ianque” enquanto elogiam Cuba, sempre de longe, de Paris ou Nova York. Mas colocar o dedo nas feridas nacionais, isso ninguém quer, para não ficar “mal na foto”, não atrair a fúria dos nacionalistas com complexo de vira-lata. Nada disso: temos até mesmo que enaltecer as favelas, como se fossem lugares maravilhosos, redutos do bom-selvagem de Rousseau!
Como isso tudo cansa! O Brasil só vai evoluir quando abandonar esse ranço típico de vira-lata que precisa encontrar elogios, ainda que falsos, para seu país. É como um pai que vê seu filho fracassado, drogado, vagabundo, desempregado, e ainda diz que ele é o máximo, porque ao menos é “autêntico”, ao contrário dos “burgueses alienados” da classe média trabalhadora, os “coxinhas”.
Vamos continuar “amando” nosso querido Brasil e o blindando de críticas duras, pois ninguém pode apontar para nossa podridão. Enquanto isso, seguimos pagando duas ou três vezes o preço que os ricos americanos pagam pelo mesmo computador. Ao menos somos o país do futuro e da “justiça social”…
PS: Só não vale fazer esse desabafo e depois votar no Freixo do PSOL ou compartilhar textos do Greg, ok? Isso seria muito incoerente, já que ambos, socialistas, defendem o aumento do estado.
Rodrigo Constantino
Primeira missa?
“A celebração da primeira missa no Brasil foi feita no dia 26 de abril de 1500, pelo Padre Henrique de Coimbra junto com um padre iniciante conhecido em Portugal como o iluminado, cujo nome era Marcos de Oliveira Ferreira. Agora pergunto: por toda a história do nosso país, pelos homens públicos de grande quilate que sempre tivemos, não teria sido melhor se tivesse acontecido um bacanal?” (Mim)
Culpados
Bom, os
romanos tinham os cristãos...
Os
inquisidores tinham os blasfemadores...
Os nazistas
tinham os judeus...
O PT tem as
elites.
Sempre tem
que se achar culpados pelas merdas que nós mesmos fazemos.
Brancaleone
I- Ateus.Net
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