sexta-feira, 19 de junho de 2015

HOSTILIDADE COLOCA O CONGRESSO CONTRA MADURO

Toda truculência é burra, por isso a atitude do regime do venezuelano Nicolás Maduro de hostilizar senadores, ontem, em Caracas, acabou por colocar o parlamento brasileiro contra o regime chavista. E pronto para votar retaliações à semi-ditadura. É considerado muito grave que Maduro não tenha garantido a segurança dos senadores e acesso aos presos políticos. Renan Calheiros chamou a hostilidade de “medieval”.

Se lhe restar um mínimo de compostura, o governo deveria chamar de volta, para consultas, o embaixador do Brasil em Caracas, Ruy Pereira. Os “manifestantes” contra senadores em Caracas eram todos homens, com idade e jeitão de militares a paisana. É milícia privada de Maduro.

CH

REAÇÃO BRASILEIRA AO GOVERNO DA VENEZUELA- Foram supensas na noite de ontem o envio de ferraduras de prata, supositórios de Itu e cinco toneladas de alfava para Nicolás MaBURRO.

Caio Blinder- Regime non grato

Os brasileiros com familiares de presos políticos
Os brasileiros com familiares de presos políticos
Atualização às 22 horas de quinta-feira.
Na Venezuela chavista, recém-chegado que pede respeito aos direitos humanos é persona non grata. Na quinta-feira, senadores brasileiros (nenhum do PT, é claro) sentiram isto na pele. Foram impedidos de visitar presos políticos (golpistas no jargão chavista e de acólitos) e intimidados por militantes chavistas.
Na semana passada, a hostilidade foi direcionada contra o ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González, insultado sem cessar pelo presidente Nicolás Maduro e impedido de visitar presos políticos, aos quais presta assistência legal.
Estadista elegante e irônico, assim que retornou a Madri, González prestou agradecimentos a Maduro por sua truculência. Disse que a torpeza do regime ficara ainda mais flagrante e redobrara o empenho do seu trabalho.
Quem sabe, os senadores brasileiros possam também expressar gratidão a Maduro e cantar alguma vitória apesar da visita frustrante. A torpeza chavista vai provocar alguma atitude do governo brasileiro: manifestar mais torpeza com seu alinhamento ao regime de Caracas ou expressar alguma censura convoluta por seu desrespeito a senadores brasileiros no exterior .
PS- Por ora, é uma nota anódina do Itamaraty que começa assim: “O Governo brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país. São inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros”. E termina assim: “À luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o Governo brasileiro solicitará ao Governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido”.

Nicolás Maduro, queridinho de Dilma e do PT, manda cercar Caracas para barrar passagem de senadores brasileiros; milícias bolivarianas atacam veículo em que estavam parlamentares

Se havia alguma dúvida — e as pessoas decentes já não tinham nenhuma — de que o governo da Venezuela é composto por um bando de fascistoides asquerosos, agora não há mais. Forças policiais, a serviço do presidente Nicolás Maduro, bloquearam as principais vias de Caracas e impediram a comissão de senadores brasileiros de chegar ao presídio onde se encontram três líderes da oposição. Eles mal conseguiram sair das imediações do aeroporto Simón Bolívar.
Isso já bastaria para caracterizar um ato de agressão não àqueles parlamentares, mas ao Brasil. Os senadores que lá estavam representam o Parlamento. Existe um tratado de reciprocidade que dispensa a concessão de visto para a entrada de brasileiros naquele país e vice-versa. Mas houve mais do que o bloqueio: milícias a serviço do regime cercaram o carro onde estavam os senadores, atacando o veículo com chutes e socos.
Agentes da Polícia Nacional Bolivariana admitiram à reportagem da Folha que houve uma ação orquestrada do governo para impedir que os brasileiros chegassem à prisão. Disse um deles: “É evidente que é uma sabotagem. Quando vem uma autoridade estrangeira, nós os escoltamos em fluxo, contrafluxo ou em qualquer circunstância”.
Integram a comitiva Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC). Na van em que se encontravam os senadores estavam a deputada cassada María Corina Machado, a mãe de Leopoldo López, que é um dos prisioneiros, e sua mulher, Lilian Tintori, que entrou em pânico, com medo de ser reconhecida e linchada.
Eis a Venezuela de Nicolás Maduro.
Na semana passada, na Bélgica, Dilma fez uma candente defesa da Venezuela, repudiando qualquer forma de sanção àquela ditadura. Que se note: até agora, os EUA se limitaram a impedir a entrada de figuras de proa do governo. Não houve nenhuma medida restritiva contra o país propriamente.
No dias 9 e 10 deste mês, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Instituto Lula Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Nacional e número dois do regime. O homem é investigado nos EUA por suas ligações com o tráfico de drogas. Segundo seu ex-chefe de segurança, que se exilou, Leamsy Salazar, ele é o número dois do regime, sim, mas o número um do narcotráfico no país.
Dilma convocou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para uma reunião no Palácio do Planalto. Vamos ver qual será a reação do governo brasileiro, sempre tão servil aos destinos do regime bolivariano.
Por Reinaldo Azevedo

Venezuela hoje, eis o que nos aguarda amanhã.

Depois dessa demonstração de democracia feita na Venezuela por um governo apoiado pelo PT, o PMDB se tivesse vergonha na cara rompia agora com Dilma e sua cambada.

GAZETA DA ESCUMALHA- Parlamentares petistas debocham de cerco a comitiva na Venezuela

A moral deles é essa mesmo. Pimenta só não é boa quando na bunda deles.