segunda-feira, 25 de maio de 2015

“Stálin adorava mandar dissidentes para morar na Sibéria. Pois aqui no inferno o colocamos para morar dentro de um freezer. Está até com o rabo congelado.” (Satanás Ferreira)

“A Venezuela servirá de colchão para o Brasil: Vai para o buraco antes de nós!” (Eriatlov)

“O socialismo só é bom para inertes e dirigentes.” (Eriatlov)

Governo Dilma corta bilhões de educação e investimento, mas não corta na própria carne

O governo anunciou o esperado corte de quase R$ 70 bilhões no orçamento, sendo que o grosso será tirado dos setores de saúde e educação, além dos investimentos públicos. Em parte, isso se deve ao fato de que cerca de 90% do orçamento é fixo, sobrando aos demais 10% maior poder discricionário do governo para mexer. Todo ajuste fiscal, portanto, acaba recaindo sobre saúde, educação e investimentos, além de aumento de impostos. Essa tem sido nossa triste história antes mesmo do PT, que apenas piorou, e muito, aquilo que já era ruim.
Mas se o pagador de impostos e o consumidor brasileiro são sempre “convidados” para pagar a fatura da irresponsabilidade estatal, o mesmo raramente ocorre com o consumidor de impostos, ou seja, aqueles que vivem das benesses distribuídas pelo estado no setor público. O desperdício, as vantagens, as mordomias do andar de cima no poder acabam invariavelmente mantidas, preservadas por aqueles que parecem ter perdido o elo com o povo que os elegeu.
Em sua coluna na VEJA desta semana, Pompeu Toledo fala de algumas dessas mordomias, que não entraram nos cortes do ajuste fiscal de Dilma:
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Um cínico poderia perguntar: isso dá bilhão? Dá sim, muitos bilhões. Mas ainda mais importante é o aspecto simbólico da coisa. O povo brasileiro está sendo obrigado a pagar pelos erros do governo Dilma, que em parte são seus próprios erros, ao menos daqueles que votaram no PT. Mas não observa a mesma postura austera vinda do poder, daqueles que decidem os cortes. Suas mordomias são intocáveis, e o hiato entre poder e povo cada vez se abre mais. Aqueles que abusam do poder parecem não se dar conta de que um dia esse abuso poderá se voltar contra eles como um bumerangue. Um dia o povo vai cansar de verdade…
Outro exemplo de completa falta de sensibilidade dos poderosos? J.R. Guzzo, na mesma VEJA, resenha o livro novo de Eugenio Bucci, que fala sobre o uso dos recursos voltados teoricamente para a “comunicação pública”. Eles se transformaram em nada mais do que pura propaganda partidária. São bilhões de reais, caso o mesmo cínico questione se dá bilhão. Com a desculpa de informar melhor o eleitor sobre os feitos estatais, o estado usa nossos impostos para fazer propaganda política e partidária. Diz Guzzo:
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As empresas estatais não fogem à regra, e entre os dez maiores anunciantes do país, três são do estado. Uma vez mais, estamos falando de mais de bilhão. Por que a Petrobras, em situação quase monopolista, precisa investir tanto em propaganda? Por que a Caixa e o BB, com suas vantagens de estatais que não precisam se preocupar tanto com a lucratividade, emprestando bilhões a taxas subsidiadas, precisam investir tanto em propaganda?
Um governo que age assim parece realmente disposto a “cortar na carne” para colocar as finanças em ordem e a economia de volta nos trilhos? Claro que não! O que o governo Dilma faz é jogar para os ombros dos trabalhadores o fardo de sua irresponsabilidade e seus próprios equívocos. Mas nada muda em Brasília para os mais poderosos. O povo paga a conta de seus erros e abusos, mas o clima dos políticos no poder continua o mesmo: como se vivessem num oásis separado do restante do país, blindados contra a crise que causaram.
Rodrigo Constantino

Educação doutrinária: o dilema de ser contra. Ou: O desabafo de uma futura pedagoga



Por Jenifer Castilho, publicado no Estudantes Pela Liberdade
Olá, eu preciso desabafar com vocês! E digo que é com vocês porque sou Pedagoga em formação, estudo no faculdade de educação da UERJ e estava mostrando para meus amigos os absurdos que aprendo sobre “o que é ser um professor” e um deles me deu a ideia de falar isso para vocês.
Bem, como eu já disse, faço pedagogia e um dia darei aula para os filhos de vocês, mas, em relação a mim, os senhores não precisam se preocupar, não quero ser doutrinadora, quero ser professora, e por isso não levo a sério o que os professores da universidade falam e estudo por mim mesma em casa, com livros, pela internet e por outros métodos. Mas gostaria de explicar melhor porque não posso e nem devo levar a sério o que meus professores universitários (ou doutrinadores?) me passam sobre o que é ser um professor.
Primeiro, esses profissionais informam que tudo que há de ruim no mundo é culpa do capitalismo e da pedagogia tradicional. Se seu filho não sabe ler direito aos 14 anos, é culpa do capitalismo e da pedagogia tradicional. Seu filho não sabe fazer conta? o professor vai dizer que é culpa do capitalismo e da pedagogia tradicional. Todavia, observem as ideias de autores adorados na Pedagogia: “O professor deve trazer à atenção dos alunos aquelas ideias que deseja que dominem suas mentes. Controlando os interesses dos alunos, o professor vai construindo uma massa de ideias na mente que, por sua vez, não vão favorecer a assimilação de ideias novas.”, frase de Johann Friedrich Herbart. Há algo de libertador nisso? Não. Nada mais que doutrinação pura. E o tempo todo recebo ensinamentos de como “superar a escola tradicional”, e fico me perguntando o que há de tão errado no ensino tradicional, já que as melhores escolas do Brasil tem ensino puramente tradicional, como por exemplo as escolas Santo Agostinho e São Bento, as escolas presbiterianas, escolas salesianas e os Colégios Militares. E também aprendo que tenho que ensinar seus filhos sobre classe social. Para exemplificar, em uma página de uma das minhas apostilas está escrito “classe social” umas 20 vezes.
Aprendo que o ensino está ruim por culpa do capitalismo opressor, que organiza as escolas de uma forma em que os filhos das pessoas mais ricas tenham um ensino que os façam permanecer em suas classes acreditando que conseguiram suas coisas por mérito próprio e que filhos de pessoas mais pobres tenham um ensino ruim para que ele continue na pobreza. Agora me explique, amigo socialista: se a chamada elite tem uma educação de qualidade, como estes mesmos dizem, porque ao invés de inventar um método novo (Paulo Freire) não imita o que já existe (nos colégios religiosos e militares) e não passa para os pobres? Vai saber, né!
Pois bem, nesse meu discurso enorme vocês viram em alguma parte eu dizer que boa parte professores nos ensinam a como ensinar a criança a ler? Não, né? Porque esses magísteres não nos ensinam.
São discutidas questões políticas, colocam a culpa no capitalismo, se fazem de vítimas do sistema, mas na hora de ensinar as crianças a ler e a escrever, não o fazem. Ensinar as crianças a fazer operações matemáticas, também não! Está aí a explicação para uma educação de pouca qualidade. Começa na formação dos professores. Eu pesquiso por fora, compro livros, assisto vídeos que possam me ajudar, mas e quem não faz isso e sai da faculdade acreditando nessas barbárie? Eu te respondo: eles, os professores, que um dia estavam na faculdade sendo doutrinados, um dia doutrinarão seus filhos. Tomem cuidado!
*Jenifer Castilho é estudante de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e participante do Grupo de Estudos Frèderic Bastiat (EPL/UERJ).

O Antagonista- A demissão de Levy

Segundo O Globo, Joaquim Levy se recusou a participar do anúncio do corte de 69,9 bilhões de reais "porque está muito irritado com a forma pela qual o Palácio do Planalto está conduzindo as votações do ajuste fiscal".
É mentira.
Joaquim Levy aceitou trabalhar para uma presidente que deu uma pedalada fiscal de 40 bilhões de reais. Ele sabe que a irresponsabilidade é a marca desse governo. Ele sabe também que, com Dilma Rousseff, a meta fiscal jamais será atingida.
Na verdade, Joaquim Levy se recusou a participar do anúncio do corte de 69,9 bilhões de reais por pura covardia. Ele prefere fingir que está com febre a pedir demissão.

FRACASSO TOTAL por Frates in unum e dados da Coalizão. Artigo publicado em 24.05.2015

FRACASSO TOTAL
Coalizão para Reforma Política, encabeçada por CNBB, não consegue nem metade das assinaturas pretendidas.

No dia Nacional de Mobilização contra a Constitucionalização da Corrupção, mais de duas mil pessoas participaram de ato cultural e caminhada em favor da Reforma Política Democrática. O evento, organizado pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, ocorreu nesta quarta-feira, 20, em Brasília, às 9h.
A caminhada iniciou em frente à catedral metropolitana e seguiu até o Congresso Nacional, para a entrega das assinaturas já coletadas, em favor da Reforma Política Democrática. Ao todo, foram entregues 630.089 assinaturas (entre físicas e eletrônicas). A coleta continua, com a meta de alcançar 1,5 milhão de assinaturas.
“Jamais perderemos a esperança”, afirma o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão para Acompanhamento da Reforma Política da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joaquim Mol. “Que este Congresso Nacional veja que as mais de 600 mil assinaturas representam a vontade do povo brasileiro em mudar. A democracia brasileira só tem como avançar se as empresas forem extirpadas de vez da política”, pontua dom Joaquim.
Comento: se 630 mil assinaturas, segundo D. Joaquim, representam a vontade do povo, após quase nove meses de uma campanha  que não despertou interesse em ninguém, então o conceito da cúpupla da CNBB corresponde exatamente ao que tenho escrito: "povo", para esses senhores, é quem pensa como eles pensam. E falam em democracia...

 
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* Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.