sábado, 28 de março de 2015

A coragem brasileira

O advogado brasiliense Fernando Tibúrcio está coordenando com a oposição venezuelana a ida de parlamentares brasileiros à Venezuela, no final de abril.
A idéia é que Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, preso há mais de um ano, e Mitzy Ledezma, mulher de Antonio Ledezma, o prefeito de Caracas raptado pela polícia política bolivariana, venham antes a Brasília e São Paulo, para então voltar à Venezuela com a comitiva brasileira.
O grupo capitaneado por Fernando Tibúrcio quer visitar López e Ledezma na prisão militar onde estão trancafiados. Estão previstas, ainda, conversas com representantes do que restou da sociedade civil venezuelana e um encontro com a deputada cassada María Corina Machado, hoje proibida de deixar o país.
A Venezuela tem, hoje, 62 presos políticos. Tinha 63 até duas semanas atrás, quando Rodolfo González, acusado pelo governo de Nicolás Maduro de ser o "articulador logístico dos protestos de fevereiro de 2014" se suicidou numa das celas do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional.
O Antagonista

A Época publicou as imagens do dono de um posto de gasolina no Rio Grande do Sul pagando propina a um assessor da BR Distribuidora. É um episódio minúsculo perto daquele investigado pela Lava Jato, mas mostra como a Petrobras está podre de cima a baixo. (O Antagonista)

Leandro Narloch- O crescimento do PIB e os falsos defensores dos pobres

Por que nenhum blogueiro progressista, nenhum colunista que se diz a favor dos pobres repercute e lamenta o crescimento mixuruca do PIB?
Sempre que o IBGE divulga os números, eu fico atento para ver se eles comentam, mas nada: tratam como se o dado fosse relevante somente para economistas, e não a pior notícia que os pobres poderiam ouvir.
PIB patinando ou em queda significa menos vagas de trabalho e menor concorrência entre patrões por empregados. O camarada que se sente explorado pelo patrão fica sem a possibilidade de encontrar um emprego melhor e dar adeus ao chefe. O garçom e o vendedor de carros vão para casa com menos comissões do bolso, pois ninguém vai ao restaurante, ninguém compra carros.
Do contrário, PIB em alta é uma festa. Patrões concorrem entre si por empregados, oferecendo salário melhor, carteira assinada, menor carga horária e até alguns mimos (em 2010, construtoras ofereciam massagista para os pedreiros).
Por que, então, os blogueiros progressistas não lamentam a tragédia do PIB em baixa?
Minha razão preferida é esta: intelectuais de esquerda gostam de explicar a pobreza de uns pela riqueza de outros. A mensagem que mais lhes rende adeptos é a que culpa os ricos pela miséria do país.
Defender a alta do PIB não se encaixa nessa visão de luta de classes. Significa admitir que pobres e ricos estão no mesmo barco: todos se beneficiam com o crescimento da economia. O número de milionários dá um salto enquanto massas de miseráveis chegam à classe média.
Concordar com a importância do PIB também significa admitir que a melhor ajuda que se pode dar aos pobres é desimpedir o crescimento da economia: diminuir a burocracia nas contratações e na abertura de empresas. E intelectuais de esquerda jamais vão admitir que estar do lado dos pobres equivale a estar do lado dos homens de negócio.

“Não temos goteiras; temos chuveiros de telhas em nossa casa.” (Chico Melancia)

GAZETA DAS VELAS- Consumidor continuará a pagar a mais por energia em abril

“O ser do mal quando confrontado se faz de vítima.” (Filosofeno)

“Quem muito se lamenta só alimenta seu espírito de amargura.” (Filosofeno)