terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

DIÁRIO DA CAMOMILA INFORMA- Acessos de raiva podem aumentar o risco de infarto

Cientistas descobriram que o risco de uma pessoa infartar até duas horas após um episódio de raiva intensa é 8,5 vezes maior do que após “níveis normais” de raiva. O estudo, realizado com 313 pacientes, foi publicado na segunda-feira, no periódico European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care, da Sociedade Europeia de Cardiologia.

RAPOSÃO DA MÃO GRANDE- Collor recebeu R$ 3 mi em propina da BR Distribuidora, segundo doleiro

O doleiro Alberto Youssef afirmou em depoimento prestado no âmbito de seu acordo de delação premiada que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) recebeu 3 milhões de reais em propina como resultado de uma operação da BR Distribuidora, informa reportagem desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo. O negócio da subsidiária da Petrobras foi fechado em 2012 – e intermediado pelo ex-ministro de Collor Pedro Paulo Leoni Ramos, empresário que já havia aparecido na investigação da Operação Lava Jato como sócio oculto de Youssef no laboratório Labogen.

O JABUTI MASSACRA O BOLSO DO POVO- Prévia da inflação em fevereiro chega a 1,33%, a maior desde 2003

Políbio Braga- TEMPESTADE PERFEITA AMEAÇA O GOVERNO DILMA, DIZ ACADÊMICO

CLIQUE AQUI para ler toda a entrevista publicada pela Folha de S. Paulo de hoje, segunda-feira - "Tempestade política perfeita" é como o cientista político Marcus Melo, professor da Universidade Federal de Pernambuco, define o atual momento para o governo Dilma Rousseff (PT).

Os ingredientes são políticas de austeridade que devem gerar desemprego, os grandes escândalos envolvendo o PT e, daqui para frente, manifestações de rua.
"Estamos falando de um enfraquecimento do Poder Executivo como nunca se viu no Brasil", afirma. Melo também é co-autor de livro sobre o multipartidarismo no Brasil e seu funcionamento no sistema presidencialista.

Leia trechos da entrevista.

Folha - Temos um cenário de inflação elevada e a iminência de um retrocesso econômico importante, com um grande descontentamento popular com o governo Dilma, agora cercado de casos de corrupção. Como o sr. vê o impacto disso na governabilidade?
Marcus Melo - O cenário é esse mesmo. De tendência progressiva de desgaste ainda maior, pois os efeitos mais importantes desta crise ainda estão por vir. Os aumentos nas tarifas vão se manifestar na prática apenas nos próximos meses, assim como o efeito no bolso do aumento da taxa de juros.
Mas o mais importante é a área do emprego, onde ainda temos um paradoxo. Ainda é comum as pessoas repetirem que o desemprego é baixo. Mas o que se espera é que a partir de meados do ano esse único indicador positivo entre em parafuso. Pela escala dos problemas, principalmente fiscal, é possível esperar uma reversão somente a partir de 2017.

O PT e a presidente estão identificados com o atual cenário de deterioração econômica e escândalos de corrupção. Qual o desdobramento disso, com a expectativa de piora nos dois campos?
Essa conjunção de economia em queda e escândalo é explosiva. E há três elementos fundamentais em curso: políticas de austeridade, as pessoas indignadas com escândalos e um possível desdobramento disso nas ruas, como nas manifestações pró impeachment marcadas para o próximo dia 15 pelo país.
No caso de Dilma, isso deve se manifestar de forma muito intensa. Vai haver um descontentamento difuso colossal, mas sem um espaço institucional, as eleições, para a demonstração desse descontentamento. Mas existem as ruas. Haverá manifestações, e se elas podem ou não levar ao impeachment, isso vai depender de surgir evidências mais duras de implicação pessoal da presidente nos escândalos. Devem ocorrer manifestações das mais diversas. E a opinião pública será fundamental para dar respaldo e suporte ao Judiciário nessa tarefa de investigação que está em curso.

Como assim?
Não é apenas o envolvimento de atores políticos muito poderosos o que está em jogo, mas também de uma parcela importante da elite econômica brasileira, com implicações macroeconômicas brutais. Só o setor de óleo e gás representa cerca de 13% do PIB, e algo entre 10% a 15% dos investimentos totais do país. A escala do problema é um desafio muito importante para o Judiciário, e a opinião pública poderá estar ancorando esse trabalho.

Como o sr. vê os desdobramentos políticos disso?
É um cenário de tempestade política perfeita, com políticas de austeridade ceifando empregos, escândalos enormes e gente na rua. Em cima disso, agora o governo perdeu o controle político das duas casas no Congresso, na Câmara e no Senado. O partido de sustentação do governo, o PMDB, agora é quase um adversário. Para construir maiorias estáveis, os presidentes têm de alocar ministérios aos seus parceiros da coalizão e atender interesses parlamentares individuais, frequentemente corruptos, mas democráticos, por meio de emendas. Isso é moeda de troca. O terceiro elemento são cargos na burocracia, dividindo o governo. Esses três elementos garantiram estabilidade ao governo FHC (1995-2002).
Já o governo Lula (2003-2010) tinha 25% das cadeiras da coalização e 60% dos ministérios. Essa proporção no governo FHC era de 25% dos assentos e só 25% dos ministérios. Obviamente, o governo do PT teve de compensar essa não partilha de poder de forma heterodoxa, e o mensalão foi nada mais nada menos do que isso. Uma transferência de recursos a parlamentares mais ideologicamente afastados do governo.

O governo Dilma seguiu o mesmo padrão, certo?
Sim, Dilma continuou com essa prática, que é monopolista. Mas isso chegou ao extremo no caso da presidente, pois individualmente ela também não opera a sua coalizão. E tem dificuldades em partilhar e delegar decisões. E o governo estimulou a criação de novos partidos, fragmentando ainda mais o sistema partidário. O objetivo de tentar substituir o PMDB como sustentáculo deu com os burros n'água, pois o PMDB é muito mais disciplinado.
Na situação atual, o governo Dilma não tem mais o poder de agenda. Não controla Câmara e Senado e, com o orçamento impositivo, perdeu também uma importante moeda de troca que tinha com os parlamentares. Isso tudo mina muito do poder presidencial. Some-se a isso um nível histórico de popularidade em baixa. Estamos falando de um enfraquecimento do Poder Executivo como nunca ocorreu no Brasil.

Isso com menos de dois meses do início do segundo mandato.
Exato, e o que preocupa é que o PMDB agora tem muito poder de agenda, mas ele não internaliza para si os custos de um desequilíbrio fiscal, por exemplo. O cidadão comum não sabe nem que é Eduardo Cunha (PMDB-RJ, presidente da Câmara). A individualização da responsabilidade política na cultura brasileira é do presidente.
O PMDB é um ator que não acabará sendo responsabilizado. E, do ponto de vista fiscal, isso é importante. O partido pode simplesmente agora não aprovar nenhuma das medidas provisórias do ministro Joaquim Levy (Fazenda). O que o PMDB perde com isso, se for instaurado o caos fiscal? Ele perde um pouco, pois é parceiro, mas quem perde mesmo é a presidente da República e o seu partido.

O ajuste está ameaçado?
O risco agora é esse problema fiscal não ser considerado pelos deputados. Isso deixa a presidente da República completamente refém de lideranças que não podem ser responsabilizadas politicamente, e que não têm incentivo para se comportar de maneira disciplinada, a despeito do custo que isso trará para o país como um todo.
Do ponto de vista da política econômica, creio que essa seja a maior preocupação. Temos uma presidente da República, que é quem fundamentalmente está interessada no ajuste, refém desse Congresso dominado por outras forças políticas que não serão necessariamente responsabilizadas se o ajuste não for feito. A culpa recairá sobre a presidente.
Por outro lado, não existe a menor hipótese de acontecer qualquer tipo de reforma macro ou microeconômica. Haverá simplesmente a gestão da austeridade, algo politicamente conturbado.
Esta é uma recessão que veio para ficar, em um cenário de muita insatisfação. Nesse contexto, Dilma pode abdicar de seu poder presidencial. Pendura as chuteiras e faz uma política econômica de ajustes aqui e ali, se mantendo em uma espécie de pântano.
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RAIO-X
NOME: Marcus André Melo
FORMAÇÃO: Ciencias Sociais
TRAJETÓRIA: PhD pela Universidade de Sussex (Reino Unido), é professor da UFPE. Foi Fulbright Scholar no Centro de Estudos Internacionais do MIT (1992-1993) e professor visitante na Universidade de Yale. Lança neste ano "Leadership and Critical Transitions, Brazil 1960-2012"

“Nunca fumei. Mas já estou pensando em me tornar fumante só para encher o saco dos chatos politicamente corretos.” (Limão)

O politicamente correto como fomento do paternalismo autoritário

Às vezes nos perdemos em meio a tantos assuntos do cotidiano que deixamos de fora os aspectos mais relevantes e filosóficos que definem uma sociedade. Petrolão, economia em recessão, inflação em alta, eletricidade disparando mesmo com risco de apagão, enfim, assunto ruim do dia a dia não falta. Mas nem por isso devemos deixar de lado os traços culturais de um povo, pois são eles que desenham o tipo de sociedade que teremos à frente: com liberdade individual ou sem.
Por isso julgo tão importantes artigos como o de Denis Rosenfield hoje no GLOBO, afastando-se um pouco das árvores para vislumbrar a floresta. O professor gaúcho de filosofia disseca a era do politicamente correto em que vivemos, e mostra como ela tende a solapar liberdades individuais básicas do cidadão em nome de um “bem maior”. É o velho coletivismo autoritário sob novo manto, concedendo aos tiranos em potencial a paz de espírito de quem “sabe” lutar pelo bem. Logo no começo ele explica:
O politicamente correto tornou-se uma praga a corroer valores, embora o faça em nome de supostos valores mais elevados. Procura-se atingir a liberdade de escolha, em nome da saúde ou de qualquer outro suposto valor, tomado a esmo, como se assim a sociedade fosse capaz de se organizar “melhor”. O “bem” e o “melhor” ganham, então, o seu significado dos que se dizem seus “representantes”, como se esses fossem a concretização de um valor maior.
A lista de exemplos é extensa, e Rosenfield passa por alguns itens cuja liberdade de escolha individual já foi há muito sacrificada em nome do coletivismo moralmente correto. O direito de fumar, o direito de ter uma arma para legítima defesa, e por aí vai. No âmago da questão está a disputa pela visão de mundo entre os que depositam no próprio indivíduo o poder e aqueles que enxergam indivíduos de carne e osso como meios sacrificáveis em nome de valores mais “elevados”, normalmente constructos abstratos como “raça”, “nação”, “povo” ou “classe”. Claro que é a nossa liberdade que acaba sacrificada no altar do coletivismo:
A liberdade de escolha, de fumar e de beber, está sendo progressivamente restringida, sendo que a primeira delas é uma espécie de cavalo de batalha, que, se bem-sucedida, terá consequências ainda maiores em outros campos da liberdade individual. Atividades economicamente lícitas e reconhecidas constitucionalmente começam a ser tidas por “transgressoras”, como se fosse um ato de transgressão seguir as leis deste país. O moralismo do politicamente correto toma o lugar da lei. Se for para mudar a lei, façam-se leis com tais objetivos, ou melhor, os cidadãos brasileiros deveriam ser consultados sobre o que pensam mediante consultas populares.
Em vez disso, temos uma pletora de atos administrativos ou outros que interferem na liberdade de cada um. A tutela do Estado chega a tal ponto que os indivíduos, anestesiados, vêm a considerá-la como moralmente justificada. Ocorre uma renúncia à liberdade em função de um bem tido por maior, quando o maior perigo aí reside, a saber, tomar um valor qualquer como se fosse maior do que ao da liberdade.
A postura não é com base em princípios isonômicos, mas naquilo que cada um julga importante para si e deseja impor aos demais. O cigarro é um mal, logo, deveria ser coibido, restringido, até punido. Mas não passa pela cabeça dessas pessoas que não é seu dever cuidar da saúde alheia, e que se isso desejar fazer, que seja por meio voluntário, de persuasão, nunca de imposição pelo uso da força.
Rosenfield mostra ainda as consequências pragmáticas e econômicas desse excesso de tutela estatal. O paternalismo, além de destruir a liberdade de escolha individual, acaba fomentando o contrabando, a informalidade, a ilegalidade, onde as leis não chegam e as disputas se dão pela violência. Sem falar da qualidade inferior dos produtos, agravando ainda mais o risco de saúde dos usuários. Os “progressistas” vibram com as suas “nobres” intenções, mas não querem saber dos resultados concretos de suas ideias.
Preocupar-se com o entorno, com os outros, tudo isso é louvável. A defesa da liberdade individual não precisa ser confundida com “sociopatia”, como se cada um fosse uma ilha e danem-se os demais. Mas é preciso tomar muito cuidado para o tiro não sair pela culatra, para que o pêndulo não exagere na outra direção, qual seja, a de asfixiar as escolhas dos indivíduos, que não devem ser tratados como mentecaptos ou crianças indefesas, e sim como cidadãos responsáveis por seu próprio destino.
Rodrigo Constantino

INSTITUTO LIBERAL- SOBRE O NAZISMO

Visão liberal-conservadora sobre o nazismo

"Se somos socialistas, então devemos definitivamente ser anti-semitas. Como, sendo um socialista, você pode não ser um anti-semita?" - Adolf Hitler
“Se somos socialistas, então devemos definitivamente ser anti-semitas. Como, sendo um socialista, você pode não ser um anti-semita?”
- Adolf Hitler


O nazismo, nome abreviado do nacional-socialismo (Nationalsozialismus) entrou para a História como o mal-em-si. Revistas de variedades publicam quase trimestralmente artigos de especialistas se perguntando “como foi possível que Adolf Hitler existisse”.


O vocabulário popular, e sobretudo sua manipulação por formadores de opinião, força ofensas, associando todos os inimigos de sua opinião ao nazismo (sobretudo os que se ofendem com tal associação, por rejeitarem mortalmente o nazismo).


Da visão do vulgo (moldada por especialistas tarimbados em moldar visões) aos livros acadêmicos, o nazismo é interpretado como um fenômeno deintolerância e de ódio, com um apreço pela supremacia racista e um culto à morte de todos os rejeitados. O nazismo seria a concretização do projeto de poder pessoal de Adolf Hitler em busca de uma sociedade conservadora e oposta aos ideais de libertação do homem do Iluminismo.


Nada mais longe da realidade.


O nazismo não existiu por causa de Adolf Hitler. Adolf Hitler existiu por causa do nazismo.


O mundo enfrentou duas grandes tragédias no século XX: o nacional-socialismo e o socialismo internacional. E o mundo enfrenta uma grande tragédia no século XXI, além da ascensão do totalitarismo islâmico em busca do califado mundial: acreditar que o nacional-socialismo é lixo orgânico, e que o socialismo internacional é lixo reciclável.





O nacional-socialismo deixou um legado de quase 30 milhões de mortes em menos de 5 anos, em tempos de guerra. O socialismo internacional legou uma montanha de cerca de 150 milhões de mortes em tempos de paz. Muitas vezes, em menos tempo, mas com alguns períodos que deixariam os campos de concentração nazistas com inveja, como o Khmer Vermelho de Pol-Pot, que assassinou 24% da população do Camboja em questão de 4 anos. Sem guerra.


Tal não aconteceu porque Hitler e Pol-Pot são pessoas psicopatas, que tomaram um sistema de governo e o tornaram em algo vil, assassinando quem se opusesse às suas vontades – como geralmente tais homens são retratados quando se tornam personagens da ficção e da historiografia acadêmica (ainda que a psicopatia e o poder estejam intimamente ligados, como mostra o estudo Ponerologia: psicopatas no poder, do psiquiatra Andrzej Łobaczewski).


Os genocídios em escala industrial do século XX acontecem porque há um sistema que transforma o Estado em uma máquina de “correção” da sociedade, em busca de um “mundo ideal” mais igualitário – e, como define o exímio pensador Kuehnelt-Leddihn, árduo estudioso do nazismo, a igualdade, não sendo natural, exige força para ser conquistada socialmente.


Não é, portanto, a infância e a índole de Adolf Hitler ou a situação da República de Weimar – nem tampouco o resultado da Primeira Guerra para a Alemanha – que explicam Auschwitz.


Como não o são o gênio indomável de Lenin, Trotsky e Stalin que explicam o horror do Holodomor, do Gulag e dos Grandes Expurgos socialistas: é o modelo de poder buscado por tais pessoas para erigir uma nova sociedade, em um movimento revolucionário contínuo para “corrigir” o passado e se livrar de preconceitos, desigualdade, exploração – para tal, mandando para a vala comum aqueles que julgam serem preconceituosos, desiguais, exploradores.


Há tempos já não se estuda História de fato, e sim historiografia – a saber, chaves de interpretação de fatos históricos sob uma perspectiva ideológica específica. A situação se complica quando as chaves de interpretação se tornam elas próprias tentativas de atuação na história atual e, para tal, falsificam o passado com vias a explicar todos os fenômenos por sua própria clave.


Tal se dá tanto com defensores do fascismo e do nacional-socialismo e sua tentativa de recriar a Roma gloriosa (como Ezra Pound e Wyndham Lewis, para ficar em homens de gênio, que tornam passado e presente opostos e usam a beleza do primeiro para sabotar e destruir a variedade do segundo) quanto com os defensores do socialismo internacional e sua busca pelo “bom selvagem” – tornando-se este próprio socialismo na “ciência historiográfica” que interpreta para o público qualquer fenômeno histórico segundo seu próprio cabresto.