sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Oh, muito obrigado!

A verdade é que tal agradecimento aconteceu
Pois Alberto era um sujeito distraído
Que vivia no mundo da lua
Fato é que ao ser apresentado à mulher de um amigo de longa data
Disse até com certo enfado
Oh, muito obrigado!

AS INCRÍVEIS PERIPÉCIAS DA GRACIOSA GRAÇA NO COMANDO DA ESCULHAMBADA PETROBRAS


Graça: prejuízos com corrupção na Petrobras podem ser maiores do que o projetado. Empresa poderá não pagar dividendos aos acionistas

Graça Foster consulta dados da empresa em recente café da manhã com jornalistas (Foto: Estadão Conteúdo)
Graça Foster consulta dados da empresa em recente café da manhã com jornalistas (Foto: Estadão Conteúdo)
Em teleconferência, presidente da estatal reconheceu que número de empresas e contratos investigados pela Operação Lava Jato pode ser ampliado
Por Luís Lima, de VEJA.com
A presidente da Petrobras, Graça Foster, admitiu que as perdas causadas à companhia por corrupção podem ser maiores [do que se tem divulgado], dependendo do avanço das investigações da Operação Lava Jato, da Política Federal (PF). “Novos ajustes podem ser feitos, dependendo das novas informações”, afirmou em teleconferência com analistas e investidores.
No balanço não auditado do terceiro trimestre, a estatal apresentou um total de 88,6 bilhões de reais em ativos superavaliados, ou seja, que tiveram um valor contábil maior do que o de mercado. A estimativa se refere a 31 contratos firmados com 23 empresas investigadas no âmbito da Lava Jato no período entre janeiro de 2004 e abril de 2012. No entanto, segundo Graça, poderá haver a “ampliação do escopo dos contratos, empresas e do período de análise”, caso venham à tona novos indícios de corrupção.
“Se tivermos mais depoimentos em que surjam mais empresas, temos que buscar, abrir esse número e esse número (relacionado à corrupção) cresce”, afirmou. Ainda segundo Graça, a resposta para o valor provocado por atos ilícitos na empresa “não é trivial” e depende dos trabalhos da PF.
A executiva ainda justificou o motivo de não ter usado a metodologia que apresentou o valor de 88,6 bilhões de reais em ativos superavaliados. “Decidimos não usar a metodologia do valor justo (de mercado) para ajustar os ativos imobilizados devido à corrupção, pois o ajuste seria composto de elementos que não teriam relação direta com pagamentos indevidos”, disse a presidente, citando como exemplo variáveis econômicas, como câmbio, taxa desconto, indicadores de risco e mudanças nas projeções de preços de equipamentos e insumos.
Graça também reconheceu a limitação da Petrobras em dimensionar as perdas provocadas por desvios devido ao fato de que diversos pagamentos foram efetuados entre empresas contratadas e fornecedores externos, ou seja, não fazem parte dos registros contábeis da estatal.
No total, a petroleira considerou 52 ativos, que somam 188,4 bilhões de reais, sendo que 21 deles estiveram com o valor contábil menor do que o justo, somando 27,2 bilhões de reais. Na teleconferência, Graça explicou que do total de 52 ativos avaliados, 24 ativos ficaram sob responsabilidade de consultorias independentes e 28 foram avaliados pela própria Petrobras, que diz ter seguido premissas dos avaliadores independentes. Com os independentes ficaram os ativos de maior valor, como as refinarias do Comperj, no Rio de Janeiro, e Abreu e Lima, em Pernambuco.
Durante a apresentação, Foster classificou as investigações da Lava Jato como “episódios fortes e marcantes” na história da companhia e disse que irá fazer uma “limpeza muito firme e dedicada para ter uma avaliação correta para nosso patrimônio liquido”. “A posição de caixa da Petrobras, no entanto, não é afetada por ajustes da corrupção ou por reavaliação dos seus ativos”, ponderou. Ainda de acordo com Graça, a estatal segue intensificando o trabalho de aprimoramento da governança, controle interno e gestão de riscos.
Empresa pode não pagar dividendos aos acionistas
A simulação de fluxo de caixa demonstrada pela Petrobras mostra que a companhia poderia chegar ao final do ano com 8 bilhões a 12 bilhões de dólares em caixa. A projeção considera a possibilidade de a companhia não realizar nenhuma captação ao longo de 2015. No início do ano, o volume de recursos em caixa, em dólar, seria de 25 bilhões de dólares.
Na mesma simulação, a Petrobras considera uma geração operacional de 28 bilhões a 32 bilhões de dólares e investimentos no valor de 31 bilhões a 33 bilhões de dólares. A companhia também prevê desembolsos de 16 bilhões a 18 bilhões com dividendos, amortizações e juros, além da captação de 3 bilhões de dólares com a venda de ativos.
Durante a apresentação dos resultados, o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa admitiu a possibilidade de não pagar dividendos a acionistas, caso a situação financeira da companhia piore. “Há a possibilidade de não haver pagamento de dividendos, essa é uma alternativa que pode ser avaliada dependendo (da situação da companhia)”, disse Barbassa, sem especificar um período de tempo.
A companhia ainda projeta que o preço médio de realizações com a venda de combustíveis para 2015 é estimado em 80 dólares por barril. Entram na conta, por exemplo, o diesel e a gasolina. O preço de ambos os combustíveis será mantido, a despeito da recente tendência de queda das cotações internacionais.
Balanço
Na madrugada da quarta-feira, a estatal anunciou lucro líquido de 3,087 bilhões de reais, em queda de 38% ante o segundo trimestre do ano passado. Os números foram divulgados após uma reunião de onze horas do Conselho de Administração da estatal, que não chegou a um consenso sobre como separar no balanço as perdas provocadas pelos desvios apontados na Operação Lava Jato dos prejuízos com outros fatores, como projetos ineficientes e atrasos causados por chuvas.
Barbassa ressaltou, na teleconferência, que a companhia tem até junho para a apresentação do balanço anual auditado, mas admitiu que considera uma ampliação desse prazo. “Dependendo de outros elementos que fogem do controle da empresa, temos que ser sempre prudentes na evolução de alternativas”, disse.
(Com Estadão Conteúdo)

GOVERNO DO PT: O VERDADEIRO ESTADO PROPAGANDA


ME EXPLIQUEM, QUE EU QUERO ENTENDER: Governo tem máquina de comunicação que gasta meio bilhão por ano e abriga 2,3 mil funcionários, gasta 1,1 bilhão em publicidade oficial, e ainda precisa contratar agência de comunicação, como acaba de ocorrer?

A estrutura gigantesca de comunicação do governo mostrada no painel acima, mais a colossal despesa com publicidade oficial, não são suficientes: é preciso também contratar, por 40 milhões por ano, uma agência privada para cuidar   (Foto: EBC)
A estrutura gigantesca de comunicação do governo mostrada no painel acima, mais a colossal despesa com publicidade oficial, não são suficientes: é preciso também contratar, por 40 milhões por ano, uma agência privada para cuidar (Foto: EBC)
Vêem a estrutura acima? Isso tudo é a Empresa Brasil de Comunicação, empresa estatal criada por Lula em 2007 como sucessora da velha Radiobras.
A empresa é ligada à Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), e é gestora da Agência Brasil, da TV Brasil, da TV Brasil Internacional (sim, existe uma TV Brasil Internacional!), da Radioagência Nacional e do sistema público de rádio (com oito emissoras, como as rádios Nacional de Brasília e Nacional do Rio e a Rádio MEC), além de gerir o canal de televisão NBr e o programa de rádio A Voz do Brasil”.
Esse paquiderme, que ostenta emissoras de TV com décimos de percentual de audiência, como a tal NBr, tem exatos 2.333 funcionários e gastou, no ano passado, 463,9 milhões de reais do Tesouro.
Além disso, o governo federal alcançou a marca de 1,1 bilhão de reais em gastos com publicidade em 2014, segundo a respeitada ONG Contas Abertas (conferir aqui).
Pois bem, a despeito de toda essa torração de dinheiro para divulgar o governo, a newsletter Jornalistas & Cia. desta semana informa o seguinte:
“A CDN, que desde 2009 vinha atendendo à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República no relacionamento com a imprensa internacional e relações públicas no exterior, venceu nova licitação e seguirá por mais um ano a desenvolver o trabalho de imagem e reputação do Brasil lá fora. O contrato, que poderá ser renovado por até 60 meses, prevê também serviços como planejamento estratégico de ações de comunicação, organização de atividades de imprensa por ocasião de viagens, monitoramento e análise de mídia, entre outros. A agência não terá estrutura fixa de atendimento e as equipes serão montadas por projeto”.
O interessante é que o contrato anterior era de 16 milhões de reais por ano. Agora, pulou para 40 milhões.
Nada contra a CDN, que cumpre as leis e trabalha direito. Conheço gente de lá, são ótimos profissionais.
Mas não dá para evitar a pergunta: para que serve toda a estrutura de comunicação pública do governo? Para que serve a enorme estrutura de embaixadas e consulados que o Itamaraty mantém pelo mundo afora? Além de gastar 1,1 bilhão em publicidade, ainda é necessário contratar agências para “relacionamento com a imprensa internacional” para fazer “relações públicas no exterior”?
Me expliquem, que eu quero entender.
Ricardo Setti

SITUAÇÃO COMPLICADA


Seca no Sudeste: vejam como está a represa de Três Marias, em Minas

(Foto: Manoel Marques/Imprensa MG)
Vejam o barco preso pelo recuo das águas da represa da hidrelétrica de Três Marias, na região central de Minas Gerais.
Com a construção iniciada no governo do presidente Juscelino Kubitschek, a represa da hidrelétrica tem capacidade de armazenar 21 bilhões de metros cúbicos de água, mas tem, hoje, apenas 10% deste total, o que significa uma capacidade de geração de energia muito inferior à do mesmo mês do ano passado, que era de 27,56%.
A foto diz muito sobre a seca que assola São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Ricardo Setti

O SÍMIO COMUNISTA IRÁ CONTINUAR SONHANDO- EUA rejeitam exigência de Raúl e descartam devolver Guantánamo

O JABUTI CONSEGUIU- Moody's rebaixa todas as notas de crédito da Petrobras

Na prática, a agência de classificação de risco acredita que as denúncias de corrupção e o balanço não auditado podem dificultar o acesso ao crédito da companhia.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Editorial do Estadão: ‘Reinações de Gilbertinho’

Publicado no Estadão
Faz tempo que estão no terreno das fábulas as tentativas petistas de desvincular a imagem do partido dos sucessivos escândalos nos quais diversos potentados da legenda se envolveram até a medula, na última década. Contra todas as evidências, essas versões zombam da inteligência alheia quando atribuem as bandalheiras a conspirações de entidades diabólicas como “a mídia” e “os rentistas”, todos, claro, inimigos do “povo” – aquele que os líderes do PT julgam encarnar.
Mas, como a provar que a capacidade petista de fantasiar não tem limites, o ex-ministro Gilberto Carvalho conseguiu criar uma versão que deixaria constrangida até a criativa boneca Emília – personagem de Monteiro Lobato que, quando tinha de justificar suas travessuras, abria a “torneirinha de asneiras”.
Segundo Carvalho disse a militantes do PT, em uma reunião testemunhada pelo jornal O Globo, as diversas evidências de que o monumental esquema de corrupção na Petrobrás foi urdido para abastecer os cofres do partido e de outras legendas governistas não passam de uma tentativa de criminalizar os petistas com vista a prejudicar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2018.
Em sua cândida versão, esse complô serve para esconder o fato de que os verdadeiros protagonistas do escândalo da Petrobrás não são os petistas nem os funcionários da estatal que serviram ao esquema, e sim as grandes empreiteiras.
O despudorado desvio de dinheiro para os partidos que lotearam a Petrobrás – chamado singelamente por Carvalho de “contribuição política” – não passa de um “pequeno capítulo do grande crime que é todo o processo do acerto entre as empresas que fazem seu cartel, como fizeram no Metrô de São Paulo e fazem na Petrobrás”. Assim, os únicos criminosos no caso são as “empresas que se unem e corrompem funcionários de uma estatal para auferir lucros, fazer lavagem de dinheiro”.
Para entender o que quer Gilbertinho, como Lula o chama carinhosamente, é preciso lembrar que o ex-ministro nunca fala por si, pois sempre foi porta-voz do ex-presidente. Portanto, é Lula quem se manifesta quando Carvalho fabula – razão pela qual tudo deve ser visto na perspectiva da eleição presidencial de 2018, pois, como se sabe, a única coisa que importa para o PT e para Lula é a manutenção do poder.
A estratégia é atribuir a “criminalização” do PT aos interessados em eximir os empreiteiros e em enxovalhar dirigentes petistas com o objetivo de atingir a candidatura de Lula. Com o conhecimento de quem integra um partido que se especializou em destruir reputações, Carvalho denunciou a existência de um plano concreto da oposição para esse fim.
“Tem uma central de inteligência disposta a fazer o ataque definitivo ao PT e ao nosso projeto popular”, disse Carvalho aos militantes, acusando os conspiradores de pretender indispor o partido com a classe média. “Não vamos subestimar a capacidade deles para nos criminalizar, nos identificar com o roubo, para nos chamar de ladrões.” Para o ex-ministro, a intenção “deles” é isolar o PT e “inviabilizar a candidatura do Lula, seja judicialmente, seja politicamente”.
Carvalho disse que faz parte da operação que visa a levar o PT para “as barras dos tribunais” a recente inclusão do ex-ministro José Dirceu nas investigações da Operação Lava Jato. O petista, que cumpre pena por ter protagonizado o caso do mensalão, recebeu pagamentos de empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobrás em troca de “consultoria”. Para Carvalho, “o envolvimento do Zé agora, de novo, é tudo na mesma perspectiva”, isto é, tem o objetivo de colocar “na cabeça do povo” que “a corrupção nasce conosco e, por isso, não temos condição de continuar governando o País”.
Considerando que a derrota do partido seria a derrota “dos mais pobres, dos excluídos” – o que dá a exata dimensão da arrogância lulopetista -, a palavra de ordem de Lula, vocalizada por Carvalho para a tigrada, é “não baixar a cabeça” e não se “acadelar” – senha inequívoca para partir para o ataque, usando as armas que os petistas manejam muito bem. Afinal, como não se cansa de afirmar o nosso personagem, “nós não somos ladrões”.