terça-feira, 27 de janeiro de 2015

“O tesoureiro do PT João Vaccari Netto tem mais processos no lombo que minha avó de 106 anos rugas na cara.” (Mim)

TRIBUNA DA INTERNET- VACCARI É O HOMEM-BOMBA QUE PODE DETONAR LULA, DILMA E O PT

Carlos Newton
A prisão do ex-diretor Nestor Cerveró aumentou a preocupação no PT, no Planalto e no Instituto Lula, devido à extrema gravidade da situação em que se encontra o partido e o governo, em função das ligações diretas entre o ex-diretor Renato Duque e o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, no esquema de corrupção da Petrobras, abrindo o caminho da ramificação que fatalmente conduzirá ao envolvimento da cúpula do PT.
Já divulgamos aqui na Tribuna da Internet que as relações entre Duque e Vaccari se tornaram tão fortes e íntimas que o tesoureiro do PT chegou a viajar de Brasília para o Rio de Janeiro, como convidado especial do casamento de uma das filhas do ex-diretor da Petrobras.
O fato é que a situação no Planalto, no PT e no Instituto Lula é de muita apreensão, porque a própria Petrobras acaba de confirmar o envolvimento de Duque como um dos principais integrantes da quadrilha que se formou na estatal. Compreensivelmente, Vaccari está sumido e somente alguns dirigentes do PT sabem onde ele se esconde desde que passou a ser a peça-chave do próximo desdobramento da Operação Lava Jato, porque é sabido que o tesoureiro do PT inevitavelmente terá prisão preventiva decretada na próxima etapa da operação Lava Jato, quando a Polícia Federal for recolher os últimos envolvidos.
TUDO DEPENDE DE VACCARI
Nos jornais, nas rádios e nas televisões, ninguém destaca o fato de que hoje o futuro do PT, do ex-presidente Lula e de sua sucessora Dilma Rousseff, tudo depende diretamente de Vaccari, e as informações são de ele que está cada vez mais deprimido. Em sua última aparição pública, num congresso do PT, estava arrasado, se limitava a dizer que não havia feito nada errado, embora sua biografia esteja toda emporcalhada desde quando presidiu a Cooperativa dos Bancários de São Paulo, deixou de construir imóveis para os sindicalizados e ergueu o prédio de luxo no Guarujá para abrigar a família Lula num triplex de apenas R$ 47 mil e outros dirigentes do PT e da CUT em apartamentos mais modestos, digamos assim.
Vaccari já responde a processo por essas irregularidades na Cooperativa, que ele presidiu entre 2004 e 2010. Segundo a denúncia do Ministério Público, em vez de aplicar o dinheiro para erguer apartamentos, Vaccari desviava recursos para contas bancárias de seus diretores e para abastecer o caixa 2 de campanhas do PT, incluindo a que levou Lula ao segundo mandato. No processo, Vaccari é réu por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Com esse currículo, foi escolhido para cuidar das finanças do PT. O homem certo no lugar certo, como se dizia antigamente.
HOMEM-BOMBA
Embora tenha ficado de fora do processo do mensalão, Vaccari era suspeito de participar do esquema cobrando propinas, no período em que exerceu a função de administrador informal da relação entre o PT e os fundos de pensão das empresas estatais, além de bancos e corretoras.
Caso preze a liberdade e aceite fazer delação premiada, Vaccari se transformará num homem-bomba que pode detonar todo o conluio de perpetuação do partido no poder, além de acelerar o consequente impeachment da presidente Dilma. Com toda certeza, outros importantes petistas  serão atingidos, como José Dirceu, que também chefiava a quadrilha da Petrobras, José Genoino, que à época era presidente do partido, e Delúbio Soares, que era tesoureiro antes de Vaccari.
Da mesma forma, outros mensaleiros da base aliada que participaram dos dois esquemas também serão novamente processados e condenados, porque desta vez não se pode esperar complacência e subordinação do Supremo Tribunal Federal ao Planalto. Tudo tem limites. Se o governo e o PT vão explodir, os ministros do STF logo irão tirar o corpo fora, porque na Justiça não existe submissão a perdedores.

“Dilma só pensa em nós, literalmente.” (Mim)

Ordem Livre- Maravilhas incontáveis


Em um passeio recente por um bairro rico de San Francisco que ostenta casas absolutamente espetaculares, fiz o que qualquer pessoa normal faria nessa circunstância: pensei comigo, “o que eu poderia fazer para ganhar dinheiro suficiente para comprar uma casa dessas?” Meus pensamentos continuaram: “para ser tão rico assim, eu preciso produzir alguma coisa pela qual muitas pessoas pagariam um valor mais alto que meu custo para produzi-lo. OK! Ótimo! Eu identifiquei a fórmula geral. Agora, tudo que preciso fazer é pensar em um produto, algo que as pessoas pagassem um preço mais alto que meu custo de produção”.

“O que eu posso produzir?... O que eu posso produzir?... Que idéia posso ter que seja criativa o suficiente para me trazer uma fortuna?... O que eu posso produzir?... Pense Don: pense, pense, PENSE!”

Afundei em melancolia, pois o que veio à minha cabeça foi apenas o vazio – o mesmo vazio desconcertante de todas as outras milhares de ocasiões, nas quais tentei pensar em um novo produto ou serviço que os consumidores valorizariam.

A verdade é que não possuo nenhuma criatividade empreendedora. Nada. Zero.

E, ainda assim, apesar da inatividade da minha mente nesse assunto, como eu tenho sorte! É incrível o quanto eu sou estupidamente sortudo!

Minha sorte é que vivo em uma sociedade na qual eu me beneficio imensa e diretamente das idéias criativas de outras pessoas, idéias essas que eu nunca teria tido, mesmo que eu vivesse cem vezes. A característica distintiva de uma economia de mercado, livre e despolitizada, é que ela não apenas inspira pessoas criativas a criar, mas ela também inspira essas mesmas pessoas criativas a criarem coisas e processos que beneficiem mesmo àqueles irremediavelmente não criativos.

O que eu quero dizer é o seguinte. Eu estou escrevendo essas palavras de algum lugar no estado de Utah enquanto viajo para a cidade de Nova York a 600 quilômetros por hora. A menos de 30 centímetros do braço do meu assento a temperatura é de 45°C abaixo de zero. E, ainda assim, estou confortável e a salvo, bebendo um café que me foi fornecido como cortesia. Há duas horas, eu estava na Califórnia; em três horas, estarei em Nova York. Meus pensamentos estão sendo gravados (com a ajuda dos meus dedos) em um computador portátil, que possui mais poder computacional do que a Apollo 11. Eu posso checar meus e-mails, simplesmente ligando meu laptop a um telefone, acoplado ao assento à minha frente.

Cada uma dessas maravilhas – e elas são maravilhas! – só foram possíveis graças às incontáveis idéias criativas de pessoas as quais eu não conheço e que também não me conhecem. Eu não sou o responsável por nenhuma dessas idéias que me possibilitam escrever em um computador enquanto eu vôo, em segurança, através de um continente. Mas aqui estou eu, o feliz beneficiário de todas essas assombrosas criações.

Além do mais, sou um Americano comum. Eu não sou rico, segundo os modernos padrões americanos. Mas, e daí? Eu sou espetacularmente rico. Eu (como quase todos os outros americanos) posso adquirir todos esses itens supérfluos em troca de apenas uma pequena fração do meu trabalho.

Vamos calcular quanto me custam, hoje (1999), os bens supérfluos que descrevi acima. A tarifa da minha viagem, ida e volta, na classe econômica, é de US$ 338. Meu laptop novo, completo, com modem e todos os programas que preciso para escrever e mandar e-mails custa US$ 2.000. Imaginando que provavelmente irei usar esse computador por dois anos, o custo diário dele é de nada mais que US$ 2,74 (que é 2.000 dividido pelos 730 dias dos dois anos). Checar meu e-mail me custará, aproximadamente, US$ 35 com as despesas de telefone – supondo que eu usaria o air-phone por dez minutos (um tempo de conexão bem maior do que eu provavelmente precisaria).

Então, o que temos? No total, me custa apenas US$375,74 ir e voltar, de Nova York à Califórnia, escrever essa coluna enquanto viajo e checar os meus e-mails. US$ 375,74 – e só! Apenas US$ 375,74 foi tudo que eu paguei para fazer algo que, há vinte anos, ninguém poderia ter feito, e que há apenas quatro ou cinco anos, somente os mais ricos entre os ricos poderiam fazer.

Hoje, utilizar um laptop em um avião é tão comum nos países desenvolvidos que não nos chama a atenção. Os outros passageiros não estão mais surpresos por me verem digitando em meu laptop, do que estariam ao ver um pombo no Central Park.

O relatório anual do Federal Reserve Bank de Dallas, de 1997, se chama Time Well Spent: The Declining Real Cost of Living in America [O Tempo Bem Gasto: A Queda do Custo de Vida Real na América]. Eu gostaria de incentivar vocês a lerem esse incrível documento. (Nota: o Fed de Dallas é uma espécie de traidora entre as agências governamentais. Sua liderança e quadro de economistas é composto por alguns dos acadêmicos que mais defendem o livre mercado na América) Os autores do relatório – W. Michael Cox e Rochard Alm – mostram como o custo de vida real nos Estados Unidos tem caído substancialmente durante o último século e como continua a cair. Cox e Alm medem o custo de vida baseados no tempo de trabalho – a quantidade de tempo que um trabalhador americano típico deve trabalhar para adquirir determinados produtos e serviços.

Quase qualquer produto ou serviço que você possa pensar custa menos tempo de trabalho hoje do que há alguns anos. Por exemplo, em 1984, um típico trabalhador Americano tinha que trabalhar 435 horas para comprar um computador. Hoje, um computador com muito mais recursos pode ser comprado com apenas 76 horas de trabalho desse trabalhador. Um telefone celular, em 1984, custava 456 horas de um trabalhador americano. Hoje, um telefone celular muito melhor custa apenas nove horas.

É claro que muitos bens e serviços que vemos hoje com naturalidade não poderiam ser comprados, por nenhum preço, há dez anos – como checar meus e-mails em um avião comercial.

As maravilhas as quais cada um de nós têm acesso diário são produtos de milhões de mentes criativas, pensando como satisfazer melhor seus consumidores – produzindo produtos novos ou melhorados e reduzindo os custos de produção de produtos já existentes. Muitas dessas pessoas ganham (merecidamente) milhões de dólares; algumas ganham (merecidamente) bilhões de dólares; e a maioria delas ganha boas somas, mas não tão grandes. Entretanto, todos, na sociedade industrial, lucram bastante a partir da criatividade de qualquer empreendedor do mercado.

E não preciso lamentar que eu, pessoalmente, não tenha criatividade, nem idéias produtivas. Eu tenho a grande sorte de viver em uma sociedade que encoraja as pessoas verdadeiramente criativas a dividir os frutos de sua criatividade comigo. Minhas bênçãos são, literalmente, grandes demais para serem contadas.



* Publicado originalmente em 25/02/2008.

GRECO-BOLIVARIANO

“Os gregos refestelaram-se com dinheiro emprestado. Fizeram até Jogos Olímpicos. Agora quebrados procuram culpados e não querem arrocho. Elegeram o Nicolas Maduro grego no domingo. Nós sabemos onde isso vai dar. É bom o povo fazer estoque de capim, pois vai faltar papel.” (Eriatlov)

Portal Libertarianismo- Onde está o verdadeiro Scrooge?

Todos nós sabemos da história de Ebenezer Scrooge, certo?
A obra Um Conto de Natal de Charles Dickens gerou uma variedade espantosa de interpretações, e como a maioria dos contos, as interpretações frequentemente nos dizem muito sobre o intérprete como a história original.
A lenda de Robin Hood é um bom exemplo. O fora-da-lei da floresta de Sherwood roubava dos ricos e dava aos pobres? Nessa interpretação, os ricos são maus e indignos e os pobres são bons e dignos, então os esforços redistributivos compulsórios de Robin Hood o transformam em um tipo de socialista cristão. Ou Robin Hood estava, na verdade, recuperando o dinheiro que tinha sido confiscado por um governo opressor de aristocratas e seus camaradas – devolvendo-o para aqueles que tinham gerado tal riqueza em primeiro momento? Isso o torna um defensor protocapitalista dos direitos de propriedade, governo limitado e impostos justos. Nós não conhecemos o verdadeiro Robin Hood, pois as origens da lenda estão perdidas nas brumas dos tempos medievais.
Nós temos acesso a um texto que trata do Sr. Scrooge de Dickens. Mas isso não impediu uma enxurrada de interpretações alternativasdesse complicado personagem.
Nós temos Scrooge vilão de acordo com o socialismo: pense no pobre Bob Cratchit. Scrooge poderia muito bem sacrificar parte dos seus lucros, pagando um salário melhor ao funcionário Cratchit, mas o sistema cruel de oferta e demanda concede o poder ao chefe e reduz os salários, o que deixa os funcionários explorados sem opção a não ser aceitar aquela renda magra. Bob Cratchit é assim o garoto-propaganda dos funcionários explorados em todo o mundo.
Ou temos o Scrooge anticristãoPor simples caridade, Scrooge deveria se sentir motivado a ajudar os menos afortunados que ele – os muitos mendigos na rua, Cratchit e sua grande família, com muitas bocas a alimentar, e especialmente Tiny Tim, cuja deficiência física toca nossos corações. Caridade e perdão deveriam ser seu negócio, clamou o fantasma de Jacob Marley a Ebenezer Scrooge.
E temos o Scrooge, o homo economicus e astuto investidorEbenezer é um amigo da economia por ser um administrador eficiente que reduz custos. Ele não permite quaisquer gastos desnecessários tanto no escritório, como em casa – e todo o centavo que poupa é reinvestido em novos negócios. Scrooge é muito habilidoso na escolha de investimentos que serão lucrativos, alocando recursos de forma eficiente, gerando empregos, fazendo a economia crescer.
Temos também o Scrooge herói ambientalista. Scrooge dificilmente usa velas ou carvão, seja para cozinhar ou para aquecer sua casa ou seu escritório – ele mantinha “uma pequena fogueira”, Dickens comenta – e usa suas roupas até estarem totalmente gastas. Assim, Scrooge sacrifica os confortos pessoais e, ao fazê-lo, preserva os recursos da Terra. Normalmente, consideramos egoístas aqueles que se locupletam à custa dos outros. Ao contrário, Scrooge nega a si mesmo, deixando aqueles recursos para o uso dos outros. Que altruísta! Deveríamos agradecê-lo por fazer sua parte no combate ao aquecimento global e na preservação do meio ambiente.
Intimamente relacionados estão Scrooge malthusiano combatendo o flagelo da superpopulação. Scrooge nos diz que já está presta apoio aos asilos e à lei dos Pobres, que atende os menos favorecidos. Além disso, entretanto, ele traça uma linha, apontando que a população da nação já está além de sua capacidade e a boa política publica deveria “reduzir a população excedente”.
E temos também Ebenezer Scrooge, herói da turma anticomercialização do Natal. Tente reduzir o número de presentes comprados para crianças e outros – e você verá quanta revolta e chantagens você sofrerá. Mas Billy está ganhando um novo Gamebox! E Roberto está comprando um carro para sua esposa! Os anunciantes e os vizinhos esperam que você mantenha o nível. De forma admirável, Scrooge tem estômago para superar tais pressões. Todos nós precisamos de mais quem se importa! nas nossas almas para resistir à tentação do comercialismo.
Todas as interpretações têm algo de verdade, embora todas tenham o defeito de tratar de uma característica de Scrooge e, isolando-a do resto, levam-na ao extremo.
Permitam-me escolher entre as características supracitadas, adicionando algumas outras para que eu lhes apresente uma nova transformação de Ebenezer: eu apresento o Scrooge aristotélico.
Antes de sua mudança, Scrooge não é um homem feliz. Avarento emiserável tem muitas semelhanças. Sem dúvida, ele sente prazer quando toma boas decisões de negócios e vê o resultado positivo da contabilidade. Mas, mais do que isso, nos outros aspectos de sua vida ele é pobre, física e psicologicamente. Ele não disfruta da companhia de Bob Cratchit, a pessoa com quem ele convive mais tempo. Ele está afastado de sua família e não tem amigos. Ele não desfruta de viagens e das artes. Ele não desfruta de comidas ou bebidas saborosas, e no inverno, ele passa frio.
Ou seja: Scrooge se absteve da grande maioria das coisas que fazem valer a pena a vida humana. Ele permitiu que um valor genuíno – fazer dinheiro – se tornasse uma obsessão. Seu erro não é somente se dedicar àquela, em detrimento de outras buscas humana; é que ele não se permite desfrutar das recompensas que a riqueza adquirida pode oferecer.
E é isso que ele passa a perceber quando os fantasmas permitem-lhe ver os verdadeiros custos de oportunidade das escolhas que fez, está fazendo ou mesmo fará.
Depois da abordagem do ultimo fantasma, Scrooge acorda e se torna um filósofo. Ele percebe que está vivo e que vale a pena viver na sua plenitude.
Ele deveria se orgulhar de suas conquistas nos negócios e as recompensas que trazem. Ele deveria disfrutar da amizade daqueles com quem convive no trabalho, e perceber que o sucesso de ambos é profundamente inter-relacionado. Ele deveria saber que os laços familiares podem nos enriquecer, recompensando-nos com um amor sincero. Ele deveria saber que a vida é uma questão de investimento e reinvestimento em todas as áreas – negócios, amizades, família, alimentação, bebida e cultura – e que as maiores satisfações vêm para aqueles que mais investem em si mesmos. Ele deveria saber que pelo fato de que milhões de outros seres humanos estão nesse mesmo projeto de vida, e que é magnífico ter um dia especial para celebrar tal fato.
Falar como o orgulho, a amizade, a generosidade, e sabedoria global contribuem para uma vida verdadeiramente completa. Tudo isso faz com que o Scrooge de Dickens pareça uma releitura da era vitoriana da Ética a Nicômaco de Aristóteles. O status de clássico disfrutado pela obra Um Conto de Natal pode ser atribuído à combinação da brilhante narrativa de Charles Dickens com as verdades eternas expressadas pelo mais sábio de todos os gregos.
Podemos ir mais longe. Ao final de Um Conto de Natal, Scrooge percebe que sua mudança de vida foi profunda – e que muitas pessoas o ridicularizaram por isso. Mas Scrooge coloca o escárnio dos outros em seu próprio contexto: nunca é tarde para mudar para melhor. É sempre tempo de se buscar o que é verdadeiramente o melhor da vida. E ter a coragem para fazê-lo – isso é o que torna possível a mais forte autossatisfação:
 “Seu próprio coração riu: e isso foi o suficiente para ele”.
// Traduzido por Matheus Pacini. Revisado por Russ da Silva | Artigo original.

Sobre o autor

Hicks-Stephen-2013
Stephen Hicks é professor de Filosofia na Rockford University em Illinois. Ele é o autor de "Explaining Postmodernism: Skepticism and Socialism from Rousseau to Foucault" (Scholargy Publishing, 2004). Ele pode ser contactado pelo seu website.

Leandro Narloch- A falta que nos faz a Alca

Lembra da Alca, a Área de Livre Comércio das Américas?
Passei toda minha faculdade de jornalismo, no comecinho dos anos 2000, ouvindo discursos histéricos contra a Alca. Meus professores diziam que iríamos empobrecer ainda mais, que não haveria mais empregos no Brasil, que participar da Alca resultaria na submissão final do Brasil aos americanos. “A Alca não é uma proposta de integração, é uma política de anexação”, disse Lula em 2002.
Pois bem, não entramos na Alca. Mas o México entrou – assinou e manteve um acordo de livre comércio com os EUA e o Canadá, o Nafta. E agora que a economia dos Estados Unidos se recupera os mexicanos se dão muito bem. O aumento do consumo dos americanos aquece fábricas, motiva investimentos e cria de empregos no México. Em 2015, o PIB mexicano deve crescer 3,7%.
Um empurrão dos Estados Unidos era tudo o que o Brasil precisava neste momento, quando a criação de vagas é a menor desde 2002, a economia da Europa custa a engrenar e a da China perde velocidade.
Quem for demitido ou não encontrar emprego nas próximas semanas não deve reclamar dos patrões, como fizeram operários do ABC há algumas semanas. Devem pedir explicações ao Lula – e a gente como os meus professores, que tanto reproduziram o mito da Alca como instrumento de dominação do império.