segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os sertanejos

Diz que não é político
Diz que não é político
O PRB acertou na escolha de um sertanejo e errou em outra. Sérgio Reis fez campanha com o discurso vazio de que não era político e se elegeu deputado federal por São Paulo 45 300 votos.
Os caminhoneiros, no entanto, terão de esperar quatro anos, pelo menos, para ver sua rainha em Brasília. Sula Miranda, outra candidata do PRB à Câmara, cativou 3 780 eleitores e ficou de fora.
Por Lauro Jardim

Mick Jagger dança

Satisfação
Satisfação?
Mick Jagger não impressionou em 2014: candidato a deputado federal do PSB de São Paulo, o cover bizarro do líder dos Rolling Stones terminou seu show com míseros 570 votos.
Por Lauro Jardim

Protógenes derrotado

O delegado da PF Protógenes Queiroz dessa vez vai ficar de fora. Em 2010, obteve 94 906 votos. Não seria eleito deputado federal, mas foi carregado para a Câmara pela enxurrada de votos de Tiririca.
Agora, menos de 30 000 paulistas votaram nele (neste momento, com 97% das urnas apuradas, amealhou 27 038 votos). Vai ficar longe de Brasília. Merecidamente.
Por Lauro Jardim

O PT APANHADO DE CALÇAS CURTAS: Lula, Dilma, o PT e mais muita, muita gente terão que engolir Aécio no 2º turno — e não vai ser nada fácil derrotá-lo

Ricardo Setti
Os institutos de pesquisa de intenção de voto estarão, a esta altura, à beira da falência moral.
Onde está a esmagadora vitória de Dilma Rousseff, provavelmente no primeiro turno?
Onde está o massacre a que seria submetido o candidato tucano, Aécio Neves?
Onde está a derrota de Aécio em São Paulo, onde a esta altura em que escrevo ele já livra VINTE PONTOS à frente da presidente no maior colégio eleitoral do país?
Onde está a pose do PT?
Onde está a pose de Lula?
Com sua arrogância de coronel da República Velha, Lula menosprezou há algumas horas o candidato Aécio Neves, dizendo que prefere tê-lo no segundo turno do que ver sua tutelada enfrentar a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB.
Estava implícito na jactância do Deus do lulalato o sonho de que seria uma moleza enfrentar o ex-governador de Minas.
Pois bem, amigos do blog, contra quase tudo, e contra quase todos — inclusive aliados que o abandonaram vergonhosamente no meio do caminho –, Aécio se manteve de cabeça em pé, foi à luta, prosseguiu fazendo uma campanha intensa, subiu de tom para bater na roubalheira e na incompetência existentes dentro do governo e o resultado aí está: faltando 13% de votos para ser apurados em todo o país neste momento, o tucano passou dos 31 milhões de votos (mais da metade acima do que Marina obteve em seu celebradíssimo desempenho no primeiro turno de 2010) e está a apenas CINCO PONTOS PERCENTUAIS de Dilma.
Que vitória no primeiro turno, que nada!
Lula, Dilma e o PT, aliados sem-vergonha que não fizeram seu papel, boa parte da imprensa, jornalistas que se fingem de neutros, blogueiros estatizados e muita, muita gente mais vai ter que engolir Aécio no segundo turno.
Dilma vai ver o que é bom para tosse ao enfrentar um adversário mais competente, mais carismático, mais jovem, melhor orador, que tem diante de si o vasto telhado de vidro do governo lulopetista — e que, enfim, encontrou o tom certo de fazer campanha.

Tirando os bolsistas, o que sobra de eleitores para Dilma?

OS 35 MILHÕES QUE LEVARAM AÉCIO AO SEGUNDO TURNO CALARAM OS CÚMPLICES DO EMBUSTE FORJADO POR UM GETÚLIO DE PICADEIRO

Augusto Nunes
Aécio Neves começou a cruzar a fronteira do segundo turno no momento em que ignorou o palavrório de marqueteiros poltrões, assumiu o comando da própria campanha, declarou guerra à corrupção impune e se transformou no candidato do Brasil indignado com o clube dos cafajestes no poder. Os 35 milhões de brasileiros que votaram no candidato do PSDB desmontaram o embuste forjado por Lula e seus cúmplices para desfigurar a paisagem eleitoral enfim escancarada pelas urnas.  Confiantes no triunfo da mentira, Dilma e seus devotos estão com cara de Felipão depois daquele jogo contra a Alemanha.
Além do Getúlio Vargas de picadeiro e da protetora de bandidos que finge combater, os 34% obtidos por Aécio derrotaram os blogueiros canalhas, os parteiros de boatos infamantes, os assassinos da honra alheia, os comerciantes da base alugada, os colunistas sabujos, os analistas de araque, os milicianos da esgotosfera e os fabricantes de profecias encomendadas. Ao longo desse duelo com a tribo dos sem-vergonha, o senador mineiro também ministrou uma aula de tenacidade, coragem e altivez aos aos aliados pusilânimes e eleitores que se vergam a malandragens tramadas por qualquer Maquiavel de chanchada.
Candidatos confrontados com tantos reveses sucessivos costumam sucumbir ao desânimo. Aécio não parou de sonhar com a arrancada improvável ─ e sobreviveu à epidemia de descrença. Depois do índice que alcançou neste 5 de outubro, a credibilidade dos institutos de pesquisa não é superior à de uma bola de cristal. Mas os ibopes da vida são duros na queda, e os videntes de acampamento cigano não se emendam. Logo estarão de volta, prontos para ampliar o acervo de equívocos bisonhos e/ou suspeitíssimos, sempre amplificados com bandas e fanfarras  por jornais e emissoras de televisão.
Quem continuar caindo no conto da pesquisa tem o dever de acreditar que existem duendes, que Dilma é uma sumidade como oradora e que Lula está escrevendo um livro. Anotem: nas usinas de porcentagens, a candidata a mais um mandato vencerá a disputa do segundo turno da primeira do primeiro ao último minuto da campanha. Só será derrotada por Aécio no dia da eleição.

Segunda-feira, acordo tendo mais esperanças de um Brasil decente.