quarta-feira, 25 de junho de 2014

TEM COPA, NÃO EMPREGO

Um dos principais argumentos do governo federal para justificar os empréstimos subsidiados para a construção dos estádios de futebol para a Copa do Mundo foi a criação de vagas de trabalho para brasileiros, sobretudo no setor de serviços. Tal retórica foi usada exaustivamente pela presidente Dilma Rousseff, com destaque para seu discurso de 10 de junho deste ano, antes do início do torneio, em que a presidente atacou "os pessimistas". Ocorre que, da mesma forma que os estádios operam inacabados e os aeroportos ainda estão em processo de ampliação, o emprego está longe de representar um grande bônus ao país que sedia a Copa do Mundo. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego nesta terça-feira mostram que a criação de emprego em maio foi a pior para o mês desde 1992. No acumulado do ano, o saldo líquido é de 543 mil postos, o pior saldo desde 2009. 
O MTE afirma que o emprego na indústria é o culpado pelo resultado ruim. Segundo o ministro Manoel Dias, foi "inesperado" que o saldo da indústria de transformação ficasse negativo no mês e puxasse o resultado para baixo. Contudo, o setor industrial está longe de ser o único responsável pela desaceleração da criação de vagas. O setor de serviços, que, em tese, é o mais beneficiado pelo advento da Copa do Mundo, pois nele estão listados os segmentos de alimentação, hotelaria, entre outros, também vivencia uma espiral decrescente. O comércio, em teoria animado para atender à enxurrada de turistas, por exemplo, apresenta no ano saldo negativo de emprego de 56 mil vagas, ante saldo também negativo de 30,7 mil vagas no mesmo período do ano passado. A situação é mais alarmante no varejo, que contou com 80 mil vagas a menos entre janeiro e maio.
Os itens Alimentação e Alojamento (que integram o saldo de Serviços e têm maior potencial de crescimento em período de Copa) tiveram a criação de 73 mil vagas nos primeiros cinco meses de 2014. Em 2010, esse mesmo segmento ficou com saldo positivo de 120 mil vagas; em 2011, 115 mil vagas e, em 2012, 98 mil vagas. Já para a construção civil, o saldo dos primeiros cinco meses do ano é o pior desde 2009: 82,4 mil vagas.
Entre as 12 cidades-sede da Copa, todas registram desde 2010 queda gradual no saldo de emprego entre janeiro e maio. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, a queda é brutal. Foram 40 mil vagas nos primeiros cinco meses de 2010 e 4.892 vagas no mesmo período deste ano. Em Manaus, o saldo ficou negativo em mais de 5 mil vagas justamente no ano da Copa. Em Recife, o saldo de emprego ficou em apenas 63 este ano.

Tem Copa, não emprego

20102011201220132014BeloHorizonteBrasiliaCuiabáCuritibaFortalezaManausNatalPortoAlegreRecifeRiodeJaneiroSalvadorSãoPaulo34.38924.9544.37424.78318.94512.5467.46314.14215.67140.32518.553129.18131.28318.3742.66918.63214.09719.75368815.94710.35039.7459.830122.54629.34017.4223.75520.6175.837-2662.13211.0488.54834.3597.62581.28014.57114.2432.46615.689-4.5554.269-1779.655-63717.4905.35356.2476.25812.17821714.2653.711-5.5894.5427.935634.828-36847.342
Fonte: Ministério do Trabalho e do Emprego com números referentes ao acumulado do saldo de vagas de janeiro a maio

"Aqui na vila chamam a minha mulher pelo sugestivo apelido de 'perereca em chamas'." (Climério)

“A menina da casa irá participar do baile de debutantes. Vai ser apresentada à sociedade. Deve ser a apresentação do umbigo pra cima, pois a região do parque já foi apresentada e precisou até de manutenção.” (Bilu Cão)

“Até completar um ano de idade eu pensei que fosse gente. Imagine o trauma que senti ao saber que era filho de uma cadela. Não foi fácil assimilar tal coisa.” (Bilu Cão)

“Dono de funerária não tem inveja dos seus clientes.” (Mim)

“A morte é o OMO que dá uma limpeza geral nos podres do defunto.” (Pócrates)

A Copa deveria ficar para sempre. Não há assaltos,tráfico, sequestros, corrupção, filas para cirurgias etc...Paraíso global!